Publish 24 Mai 2019

 

 

Publish 26 Março 2017

AniversárioShow Boiler Farol 2019

imagens: Fabiana Caldart

 

 

 

 

 

 

FarolShow é uma dramatização do mercado de arte contemporânea com alguns dos seus elementos mais conhecidos. Integram o evento artistas e produtores culturais que orbitam nas proximidades da Farol Galeria de Arte e Ação. A iniciativa, idealizada por Margit Leisner, é realizada em parceria com Keila Kern e Leo Fressato. Dando a ver sentidos e colocações; organizem-se os seguintes pressupostos: 

artista e galerista - margit leisner

doutora em história da arte - keila kern

músico e compositor, o artista e leiloeiro - léo fressato

O conjunto de obras apresentadas é determinado - por adição - considerando-se a escolha de cada artista/autor convidado. A curadoria se dá, portanto, no nível da ação: o ato de carregar e sustentar cada obra, uma a uma exibida diante do público pelo tempo que culmina da aquisição da obra. 

 

Foram viabilizadas 95 aquisições até a quarta edição.

Participaram das quatro edições do LeilãoShow desde 2014 os seguintes artistas:

Plá, Alex Cabral, Cleverson Oliveira, Juan Parada, Janete Anderman, André Mendes, Fran Ferreira, Keila Kern, Thalita Sejanes, Vivaldo Vieira Neto, José Roberto da Silva, André Azevedo, Fernando Rosembaum, Marcos Fracowicz, Goura Nataraj, Gabriel Gallarza, Luana Navarro, Simara Ramos, Debora Santiago, Deborah Bruel, Lourenço Duarte de Souza, Elaine Stankiwich, Cleverson Luis Salvaro, Walter Menon, Lailana Krinski, Milla Jung, Lidia Sanae Ueta, Fabio Noronha, Juliana Gisi, Rodrigo Dulcio e Gabriele Gomes, Lina Faria, Ligia Borba, Fernando Franciosi, Ana Bellenzier, Alex Hamburger, Carlos A.Mattos (aka Tantão), Daniela Vicentini, Eduardo Freitas, Eliane Prolik, Gilson Camargo, Jack Holmer, Maria Baptista, Pierre Lapalu, Rimon Guimarães, Rubens Mano, Tony Camargo, Traplev e Samuel Dickow.
 

poema concreto da série lances, 2015

poema concreto da série lances, 2015

 

Transcrição da matéria produzida para o programa Toda Tarde, da TV Transamérica.

Entrevistador: Como é que a gente define o valor de uma obra?

Margit: Essa é uma boa pergunta. Nós optamos por realizar o LeilãoShow justamente como uma forma de resposta a essa pergunta. Trazendo o público, reunindo os artistas e a produção local de arte contemporânea e propondo um lance inicial de trinta reais (R$ 30).

Entrevistador: Trinta reais…

Margit: Que é quase constrangedor, né? (risos)… então, a gente joga essa pergunta para o público.

Entrevistador: O público.

Margit: Somam-se todos os desejos e potências e, no caso do LeilãoShow, o valor vai ser determinado por esse conjunto.

Entrevistador: No último leilão que vocês fizeram, que obras vocês puderam contemplar?

Margit: Durante o LeilãoShow são exibidas cerca de 25 obras de arte.

Entrevistador: Na sua maioria quadros?

Keila: Não. Foram 3 leilões, cada um com 25 obras e em todos tivemos várias linguagens. Fotografias, pinturas, desenhos, video, performances, áudios… nós lidamos com arte contemporânea e com a produção viva e pulsante da cidade. Então, nós colecionamos essas pessoas que estão à fim desse desafio, as pessoas que estão a fim de encarar o desafio nesse embate na distribuição das obras; que são tanto os artistas – que são os maiores aventureiros nesse leilão – quanto o público.

Entrevistador: O público comparece? A maioria são artistas aqui mesmo da cidade?

Keila: A grande maioria são pessoas com quem convivemos na galeria, são pessoas com quem convivemos nos debates, nas palestras, nas exposições, em outras galerias, na rua. São as pessoas que estão pulsando, produzindo muito próximos a nós.

Entrevistador: Você falou, Keila, que são artistas que buscam sempre enfatizar a cidade. A visão contemporânea, a visão urbana… você tem um tema, ou não?

Keila: Ah, eu disse isso?

Entrevistador: Sim.

Keila: Tá bem dito então (risos). Eles também falam de amor, falam de dor, de almoço, de jantar, mas… da cidade, nós estamos vivendo em Curitiba tanta tensão, está tão próprio para elaborarmos discursos e conversarmos, que é uma boa pedida. O LeilãoShow não é curado, não tem esse cerceamento. Na verdade a Margit faz o convite, nós fazemos, a Margit em especial faz o convite aos artistas – que aceitam ou não – e eles escolhem os trabalhos que eles colocam.

Margit: Isso é bem importante pra gente, que o artista faça a escolha da obra, então as obras que estão ali, elas tem um sentido para o artista de estarem ali. E eu acredito que isso torna o Leilão Show bastante especial.

Entrevistador: Que legal isso, hein!

Keila: E são obras que desafiam. Elas não apaziguam os ânimos, elas desafiam o âmbito, o ambiente e as pessoas que estão ali.

Entrevistador: Eu senti que o diferencial, que essa exposição, ela não fica estanque ali na pintura, né? Tem um leque, uma vertente muito grande de opções para o artista. Cada qual, a gente sabe que cada um tem uma forma de expor os seus sentimentos, né? Que na verdade arte é isso, ele tem que expor seus sentimentos, deixar impresso em alguma coisa. Não necessariamente em uma tela.

Keila: Exato. E quando ele imprime o seu trabalho em um áudio? Um mp3 que não tem nem materialidade? Você pode gravar tanto um CD quanto um pendrive, quanto…

Entrevistador: Então vou fazer uma pergunta, Keila, de repente se essa banda aqui, Curitibocas…

Keila: Pois é…

Entrevistador: Quisessem expressar o sentimento que eles tem por Curitiba, pela arte, através de um mp3, poderia?

Keila: E a gente leiloava então.

Entrevistador: Olha!

Keila: Eles iam lá como público e depois já se tornariam obra e a gente ia tentar vender isso. Por que não? A partir de trinta reais, né?

Margit: O LeilãoShow é uma plataforma, né, que reúne a produção contemporânea não somente no sentido da materialidade das obras mas também reunimos músicos – por exemplo nesse IV LeilãoShow vamos contar com a participação da Raíssa Fayet, que é muito querida, uma pessoas que a gente admira bastante – reunimos gastronomia, pois é um elemento bem importante pra gente na dramaturgia do leilão – pois é um LeilãoShow, não é um leilão tradicional. A gastronomia que é feita com muito cuidado, geralmente a gente chama a Naty Fogaça pra fazer a gastronomia. Enfim, são trabalhos autorais que não são necessariamente uma pintura.

Entrevistador: Como surgiu a idéia do LeilãoShow?

Margit: A idéia do LeilãoShow foi uma visão, uma inspiração, ela foi bastante intuitiva, eu não teria outra resposta. Mas, eu acho que bastante motivada pelo que a gente percebe que é o pulso da produção na cidade, em Curitiba. Nós somos pessoas do mundo, a gente viaja, a gente conhece bastante coisa e considera que Curitiba é uma cidade no mundo. É uma cidade como outra qualquer, no melhor sentido. Então reunir a demanda que essa produção nos apresenta é um grande prazer.

Entrevistador: E como que vocês avaliam essas obras? Para serem leiloadas, expostas, como que funciona esse processo?

Margit: Funciona a partir da própria obra. Por exemplo, vamos imaginar que um artista nos apresenta uma fotografia. Nós convidamos o artista, ele nos envia a obra de sua escolha, vamos ver se essa fotografia está emoldurada, se ela tem moldura ou não e como vamos apresentá-la, porque as obras são apresentadas uma a uma. O Léo Fressato é o nosso leiloeiro oficial, performer leiloeiro. E todas as obras vem com uma narrativa à respeito do histórico dessa obra. Então, basicamente é isso. Na verdade é muito simples, basicamente nós entendemos que é importante reunir as pessoas e dar voz à produção.

Entrevistador: Você falou à pouco que o LeilãoShow é uma grande plataforma e já está na quarta edição. Vocês tiveram a grata satisfação há quatro anos atrás de ter a pessoa que pela primeira vez teve a oportunidade de entrar nessa mostra e conseguiu mostrar pra que veio e teve uma ascenção e pode dizer: Olha, o meu trabalho já está no mercado. Como é que é Keila? Conta pra gente.

Keila: O LeilãoShow começou no ano passado, as três edições aconteceram no ano passado.

Entrevistador: Perfeito. Perfeito.

Keila: Mas o brilho foi dividido por todos os artistas e o próprio LeilãoShow.

Entrevistador: Nós temos aqui uma obra ilustrando o nosso bate-papo (imagem abaixo).

  

Keila: Olha que legal! "Descanso na Rua XV durante fuga para o Egito (Depois de Giambattista Pittoni) " - da série "O Barroco no Realismo Social" - 2012/2013

Entrevistador: Vocês falem pra gente disso aí.

Margit: É uma obra do Pierre Lapalu. Essa obra não está participando desse leilão, ela faz parte do repertório desse artista.

Keila: É uma fotografia com uma intervenção. Ele constrói aí um traço, uma fantasia. É belíssimo.

Entrevistador: Fala bem do contexto urbano, né? Essa foto especificamente.

Keila: Completamente. E a gente reconhece muito bem a especificidade do lugar. Pierre Lapalu é formado em gravura pela Escola de Música e Belas Artes, um excelente artista dessa cidade.

Entrevistador: Temos mais algumas fotos? Roda pra gente lá Gaúcho, faz favor. Aqui é a galeria?

bastidores do III LeilãoShow da Farol

Margit: É. Aqui temos imagens dos bastidores do LeilãoShow. Se não me engano essa (imagem) foi da segunda edição. Nós nos reunimos com os artistas sempre antes de começar o leilão e é uma celebração. O LeilãoShow é uma celebração sempre muito especial para todos nós. Onde os artista podem também se ouvir, saber o que o outro está fazendo. Então nesse momento a gente está começando a chegar ali com os artistas, olhando os trabalhos.

Entrevistador: Bacana. Vamos agora para o lugar onde o LeilãoShow acontece que eu acho que é um lugar bastante inusitado. É lindo! Ele fica perto do bicicletário?

Margit: Da Bicicletaria Cultural. E a Praça de Bolso do Ciclista… que é o que está mostrando aí.

autor desconhecido

Entrevistador: Como é o nome dessa rua?

Margit: Rua São Francisco.

Entrevistador: Vocês agora devem conhecer os artistas, aqui agora é um point, vários barzinhos, é um point noturno, né? Lota. Era um point abandonado em Curitiba, não?

Margit: É um ponto que, durante alguns anos apesar de ser uma zona residencial né – tem muitas pessoas que ali residem há mais de 30 anos. Tem uma escola ali também. Mas fiicou um pouco afastada do trajeto das pessoas. Então já nos últimos anos essa rua foi sendo retomada pela presença das pessoas também muito em função da construção da praça de bolso do ciclista. Foi feita toda em mutirão, então acredito que essa atividade, o fato de as pessoas estarem ali não só tomando cerveja mas enfim, fazendo algo, construindo…

Entrevistador: A Farol fica aonde ali?

Margit: A Farol fica na Presidente Faria com a São Francisco. Então ela fica dentro da Bicicletaria Cultural.

Entrevistador: Ali no subsolo?

Margit: No subsolo da Bicicletaria Cultural.

Entrevistador: Aqui tem mais uma obra.

lina faria, sem título, 2014

Margit: Lina Faria. É fotógrafa, uma presença importante na cidade. A Lina pode ser vista nas ruas da cidade sempre com sua máquina fotografando. Acredito que ela tem um acervo de um olhar sobre a cidade que não se restringe a esse momento de agora, já faz muitos anos.

Entrevistador: Bacana. Margit, você é formada em Artes Visuais, é isso?

Margit: Sim.

Entrevistador: Você estudou também danças clássicas. Viajou pela Europa… Ela tem estilo de bailarina, o rosto dela clássico (risos). Viajou por vários lugares, você já encontrou algo assim nessa proporção, como é que está o Brasil em termos de arte? Valorização desses pequenos espaços onde oportuniza o artista iniciante expor sua obra já em um leilão. Como é que é?

Margit: Bom, esse formato eu não o conhecia de nenhum outro lugar. O que sabemos é que, por afinidade, os artistas estão se colocando no sentido de iniciativas, empreendimentos, de contextualizar a produção, e que são motivados… enfim, os artistas estão tomando as rédeas e não mais esperando uma legitimação que venha de fora somente. Nós conhecemos todas as formas de legitimação, mas também vemos essa possibilidade de distribuição, de tomar a frente.

Keila: Fazer acontecer.

Margit: Com o nosso discurso, embasado – claro temos bagagem. Ninguém está brincando. A gente se preparou para isso e estamos aí.

Entrevistador: Claro, o fator financeiro é importante mas, tudo o que é exposto está à venda nesse leilão?

Margit: Sim, tudo.

Keila: Você repete o termo exposição, eu acho interessante.

Entrevistador: Porque tem uma exposição que é mais importante que o próprio leilão… (todos falam ao mesmo tempo)

Keila: Veja, é uma exposição tão inusitada que os quadros, as obras, os trabalhos, não estão na parede. Eles são segurados, estão firmes no palco pelo tempo que estão sendo observado por todos, na hora em que ele é descrito, na hora em que ele é vendido, com os lances que se sucedem. Começa lá com trinta e a coisa vai esquentando, então é muito mais tempo do que nós pousaríamos (o olhar), pararíamos em uma exposição tradicional.

Entrevistador: Por exemplo, entra ali uma peça em um leilão tradicional, 1, 2, 3 arrematou, acabou, né?

Keila: Mas em uma exposição também. Quanto tempo um espectador fica diante de uma obra. No LeilãoShow nós ficamos porque ela está viva….

Margit: Até a exaustão, até realmente a disputa se polarizar de forma que…

Keila: … e ela é a única peça que está sendo exposta naquele momento. Depois ela some e vem outra. São 25 obras… então tem essa associação temporal.

Entrevistador: E o público? É variado, que vai, que curte isso? É acessível ao público?

Margit: Nós estamos sedentos por cada vez mais variedade de pessoas que querem conhecer. O LeilãoShow também é uma forma de conhecer arte.

Entrevistador: Verdade. Então eu pergunto, pro público leigo, se bem que falar de arte é muito complicado, né? Mas, pro público leigo que tem interesse em conhecer um leilão e assistir uma exposição… ele fica às vezes um pouco, puxa mas será que… eu não vou entender nada… o que é que precisa… se bem que você já me respondeu nos bastidores que a beleza está nos olhos de quem vê, né? Como é que é isso?

Keila: Eu acho que basta estar vivo. O interesse por arte é universal. Todos, todos temos. Todos nos arrumamos para estar aqui hoje, estamos todos belíssimos. Então, tenho certeza que o interesse é de todos. Está lá e a compreensão vai vir deste interesse.

Margit: Exatamente. Isso inclusive é algo que a gente preza muito, acredito que não existe uma forma certa de ver o belo.

Keila: Está nos olhos de quem vê.

Margit: Temos um amigo que diz que a beleza tem várias formas. Trata-se talvez da pessoa ficar tranquila se não estiver entendendo de uma certa forma, pois talvez esteja entendendo de uma outra forma. E se aqui toca ou gera algum questionamento então ela vai ter um contexto para se familiarizar, para poder participar desse mundo.

Entrevistador: Você falou do desejo, né? Se de alguma forma aquela obra toca o espectador, então ali surge um desejo.

foto gilson camargo

 

 Veja aqui links com detalhes das obras, histórico just in time, etc.:

http://www.olharcomum.com.br/4-leilao-show-farol-galeria-de-arte-curitibapr/

https://www.facebook.com/leilaoshowfarol?ref=hl

 

 

Publish 02 Janeiro 2018

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publish 01 Setembro 2017

 

Nesta VII edição FarolShow da Farol serão apresentadas 28 obras.

Um grande desafio para todos – incluindo o público.

Parte da arrecadação será destinada ao apoio de dois programas de residência artística a Encosta e a Sem Licença.

A Galeria Farol Arte e Ação apresenta:



 

 


 





 






 



 





 










Sem Licença é uma residência em arte contemporânea voltada para a produção e pesquisa em arte. O projeto está aberto a receber diferentes perfis de artistas, mas seu foco de concentração

e interesse é fotografia, pensamento fotográfico e artes impressas. A residência está diretamente relacionada à Galeria Ponto de Fuga espaço expositivo, cultural e de encontro, situado no centro de Curitiba.

Encosta é um projeto que surgiu do desejo de transformar uma casa de veraneio em um espaço de encontro, afetividade, formação livre e compartilhamento de experiências.

Vivenciar a paisagem da Ilha do Mel, tendo como premissa práticas de escuta e coletividade, criando um cenário de pertencimento como potência de transformar

e ser transformado. Encosta é uma residência transdisciplinar porque aposta no entrelaçamento das artes com outras disciplinas. Um espaço para discutir novas maneiras de atuação no campo ampliado da arte e o lugar do artista como agente transformador do entorno. Conheça aqui mais sobre esta iniciativa.

 

FarolShow é uma dramatização do mercado de arte contemporânea com alguns dos seus elementos mais conhecidos tais como o agente de vendas, a doutora em artes visuais, a galerista,  artistas e o público. Em uma performance que não apenas se estrutura no acontecimento mas que pensa também em seus desdobramentos como força motriz para a atualização do cenário artístico e das aquisições. O conjunto de obras apresentadas é determinado - por adição - considerando-se a escolha de cada artista/autor convidado. A curadoria se dá, portanto, no nível da ação: o ato de carregar e sustentar cada obra, uma a uma exibida diante do público pelo tempo que culmina da aquisição da obra.

A iniciativa, idealizada pela equipe da Farol Arte e Ação desenvolve sua sétima edição em parceria com a residência artística Encosta.

Este encontro inaugara o programa exuberante que consiste em uma plataforma dedicada ao campo das poéticas desenvolvidas em residências artísticas. A partir deste cenário, o FarolShow   sediado na Galeria Ponto de Fuga, celebra e incentiva os novos projetos de residências Encosta e Sem Licença.

 

 

 

Ficha Técnica:

 

Roteiro: Leo Fressato, Keila Kern, Margit Leisner

 

Administração: Vanessa Leiko

 

Embalagem: Fer Stancik aka.Mulher Bolha

 

Apresentação: Rita Lina, Keila Kern, Margit Leisner, Elisa Cordeiro de Brito, Gio Soifer

 

Som: Andre Sheinkmann

 

Colaboração artística: Giovana Soar

 

Participação especial: Juana Profunda

 

Realização: Encosta Residência, Galeria Farol Arte e Ação e Galeria Ponto de Fuga

 

Apoio: Festival de Curitiba, Companhia Brasileira de Teatro, Valentim Quaresma e Ginger Bar