Publish 09 Outubro 2015

O que serão as mentalidades urbanas do futuro? Levantar essa questão já é um pleonasmo, na medida em que o porvir da humanidade parece inseparável do devir urbano.

Guattari, 1992

 

O desenho é uma forma de expressão que pressupõe uma procura, uma definição para uma ideia abstrata e confusa antes do seu acontecer. O desenho do espaço permite compreender as relações entre corpo e espaço e suas funções. Propõe-se nessa oficina, uma atividade de desenho livre em algum espaço público, a fim de se pensar sobre esse espaço, lugar de circulação, de convívio, de política, de criação. Sobre construir e cuidar da sua própria cidade, extensão de nossos corpos. De se pensar nossa relação com ela, e através do desenho, propor uma refinalização de suas funções. 

Há um distanciamento entre projeto e arquitetura, entre urbanismo e arquitetura. Entre arquitetura e arte, entre a arquitetura da cidade e a vida. Os projetistas urbanistas estão muito ocupados em sua cidade modelo. O desenho urbano livre, como uma prática constante no planejamento, é uma ferramenta capaz de lidar como interface em todos os processos de planejamento e execução de uma ideia, uma obra. É uma forma de expressão que pressupõe uma procura, uma definição para uma ideia abstrata e confusa antes de seu acontecer. Permite compreender as relações entre corpo e espaço e suas funções. Diferente do projeto, o desenho possui um caráter dinâmico, constante, interativo, é uma forma de comunicação que pode ser explorada por qualquer pessoa.

Não se pode deliberadamente alterar, reformar um espaço público, arrancar suas árvores, demolir suas construções, sem a participação das pessoas que convivem nesse espaço. Cada pessoa constrói uma relação única e insubstituível com cada detalhe e seres que preenchem esse espaço. O urbanismo muitas vezes mostra-se opressor, desorientando, literalmente, os moradores de regiões por onde progride. As cidades devem ser deformadas, pensadas por todos, com a participação de todos. A oficina busca basicamente despertar esse urbanista unitário, um cidadão ativo, vivo. Que ama e cuida de sua morada. 

 

DATA: 23, 24 e 25 de outubro

VALOR: R$ 130,00

VAGAS: 7

Inscrições via email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

fotografia, fotograma e impressão, Gyorgy Kepes, 1930

 

 

REQUISITOS

- Estar a fim de desenhar

- Também de pedalar 

- Trazer material de cartografia: folhas, canetas, lápis, de cores diversas, talvez borracha e superfície para apoiar as folhas. Se quiserem fazer fotos também, tudo bem.

 

RECORTES E INSPIRAÇÕES

DEBORD, Guy. Teoria da Deriva. 1958. Disponível em: https://teoriadoespacourbano.files.wordpress.com/2013/03/guy-debord-teoria-da-deriva.pdf.
GUATTARI, Félix. Restauração da Cidade Subjetiva. In: Caosmose. 1992. Disponível em: https://territoriosdefilosofia.wordpress.com/2014/11/17/restauracao-da-cidade-subjetiva-felix-guattari/.

ILLICH, Ivan. Energia e Equidade. In: Apocalipse Motorizado. 1973. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/0BxR5Ri6g5X_ZN0JKM2lfal9odVE. Páginas 33-71.

LYNCH, Kevin. A Imagem da Cidade. 1960.

RAINHA, Ana Paula. Um novo contexto para o desenho urbano. In: O discurso crítico da cidade moderna. Disponível em: http://hdl.handle.net/11328/589. Páginas 123-135. 

 

BIO 

Graduei em design com um projeto sobre transporte coletivo. Desde que iniciei esse trabalho estava já viciado em assuntos sobre a cidade, especialmente a respeito do trânsito. Logo após terminar o curso trabalhei como ciclista mensageiro durante 4 meses, para simplesmente estar na rua, no trânsito, observando e pensando esse espaço. Passo as horas livres deformando a cidade, no papel, no imaginário, ou lendo assuntos que falam sobre a cidade, sobre o trânsito... e receitas. Não sei se posso dizer gastronomia, não estudo profundamente mas amo cozinhar e comer. Em fazer, realizar, algo difícil quando falamos em mudar as ruas. Tenho atuado bastante pela Cicloiguaçu (Associação dos Ciclistas do Alto Iguacu), geralmente me encontram na Bicicletaria Cultural.

 

sobre a imagemhttp://educators.mfa.org/prints-drawings-and-photographs/untitled-110298?related_people_text=Gyorgy%20Kepes

 

 

 

Publish 08 Outubro 2015

 

Ana Bellenzier orienta durante o mês de outubro e novembro uma oficina colaborativa que parte da produção artística individual de cada participante para construir métodos e estratégias que auxiliem na construção de uma pesquisa em artes. Como aponta Ana, "a orientação não será no sentido criativo/da criação. Arte é, também, produção de conhecimento: esta é a afirmação que norteará o diálogo que se pretende construir nesta oficina." Para tanto, abordaremos também as contribuições que outras áreas do conhecimento podem trazer para a pesquisa artística.

Público alvo

Artistas interessados na interlocução para analise e desenvolvimento de suas pesquisas e projetos artísticos (em especial na criação de métodos e respostas aas questões em seus trabalhos).

Vagas 

7

Datas

quartas feiras

21 e 28 de outubro

4 e 11 de novembro

Horário - das 18 às 20 horas

Valor - R$ 250,- (em até 2 vezes)

Inscrições via email - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. / assunto: oficina

 

Ana Bellenzier – Mestre em Geografia pela Universidade Federal do Paraná; Bacharel em Gravura pela Escola de Música e Belas artes do Paraná. Artista visual com ênfase na produção de audiovisual, projetos site specific e intervenções urbanas. Sua pesquisa artística explora os limites e as relações entre arte, ciência e tecnologia. Integrante do grupo pelospublicos desde 2002.

 

 

 

 

 

Publish 05 Outubro 2015

 

 

  

 

Abrindo o programa de aulas e oficinas na EXPOSIÇÃO TOTAL, recebemos neste sábado 3 de outubro, às 16h, o artista Alex Hamburger.

Ao longo de quase três horas, ALEX HAMBURGER - (*1948 - ) elencou uma série de contrastes e motivações que acompanham as práticas relacionadas à Antiarte, à Não-arte e à Anarte. Em sua palestra, Alex põe em dia assuntos tão essenciais ao questionamento através da arte que mais parece uma de "aula de recuperação" sobre a linguagem de sublimação. Um mestre da poesia experimental, do radicalismo-poético-mundano-de-ação; o professor Alex nos apresenta perspectivas pouco vistas para compreensão do inventismo de figuras como Guy Debord, Marcel Duchamp, Alan Kaprow e Kenneth Goldsmith - à quem o palestrante aponta como seus "professores à distância". Não é todo sábado que isso acontece; estar frente à frente com o professor A.H. Que banho. 

Publish 25 Junho 2015

Agente Costura, Lisa Simpson

Uma ocupação de espaço, instalação em constante movimento, o som da costura amplificado, a textura do tecido traduzido em melodia. Uma interação entre performer e publico, entre os limites de quem assiste e participa. Lisa Simpson monta seu ateliê ambulante e convida diversos músicos e artistas de Curitiba para uma costura musical, onde o fazer e refazer da roupa desenrola e orienta, pesquisando temas da dança contemporânea no movimento de vestir e despir; de indeterminação na musica regida por uma maquina de costura preparada; e da arte relacional em um projeto extremamente participativo.

 

 

Manaca da Serra

A criação de Rimon Guimarães e Mariana Barros é uma ação espontânea para a manifestação de corpos em catarse mântrica com fluxos em composições de sobreposições de linguagens. Realizada pelos dois artistas junto de Fernando Lobo que não estará presente no dia, mas que também faz parte do todo Manaca da Serra.

 

 

 

 

 

 

 

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