Publish 30 Dezembro 2015

 
Simara Ramos

Sem Título - Desenho / Ecoline sobre papel 20 x 21 cm - 2007
Acervo de Rafaela Tasca

A Farol Arte e Ação chega ao final de 2015 com o coração acelerado e quase dois anos de fôlego. As suas principais frentes de atividade; o espaço físico Galeria Farol Arte e Ação e o evento LeilãoShow, vieram a realizar nos últimos 8 meses 45 aquisições de obras de arte abrangendo a participação direta de 40 artistas e cerca de 11 pessoas envolvidas na produção e montagem dos eventos e exposições. Este ano a Farol apostou no trabalho de assessoria de imprensa como forma de ampliar o público do LeilãoShow e assim elevar o valor final das aquisições. Alugamos o Teatro Ítala Nandi - Guairacá Cultural, na antiga Rua do Fogo e contamos também com a contribuição de Malu Meyer e Paulo Peruzzo, produtores experientes e amigos da arte que abrilhantaram os leilões re­­­alizados trazendo consigo um público interessado em conhecer os artistas, apreciar e valorizar a qualidade da produção local. O trabalho de divulgação, realizado com a Lide Multimídia tendo à frente Moema Zucherelli, foi um importante aprendizado. O desafio de se fazer presente nos veículos de comunicação apresentando cuidadosamente os artistas envolvidos e os conteúdos gerados pelos agenciamentos que a Farol promove. Abrimos o calendário em março com a exposição do Rimon Guimarães e a celebração de 01 ano de aniversário da Farol com a participação da querida atriz e performer Denise Milfont, que veio do Rio de Janeiro especialmente apresentar o brilhante texto AMOR, de André Santana acompanhado pelas intervenções sonoras do guitarrista Allan Bastos. A performance Manacá da Serra, de Rimon e Mariana Barros e a costura musical de Lisa Simpson // Agente Costura marcou - durante três dias, o encerramento da exposição de Rimon Guimarães. Em agosto a Farol recebeu a instalação Túnel de Transições - Arco Vivo, do artista Juan Parada, obra concebida especificamente para o espaço da galeria. A galeria abriu a exposição com texto crítico de Daniela Vicentini. Um presente para a Farol, para a Bicicletaria Cultural e para a Cicloiguaçu. Ao olharmos para o início da linha do tempo do cicloativismo em nossa cidade, na virada do milênio, vamos encontrar o Juan já em ação. E junto com ele realizamos linda empreitada. Nesse período a Farol foi até a Prefeitura de Curitiba à convite para participar da agenda da consultora Tia Kansara, vinda da Inglaterra. Pudemos ouvir sobre o conceito de cidades inteligentes e falar do que temos feito no ecossistema da Bicicletaria Cultural/ Farol / Cicloiguaçu para um público alerta.
Em outubro a Farol participou no Circuito de Galerias da Bienal Internacional de Curitiba. Com curadoria de Keila Kern realizamos a Exposição Total em uma ação simultânea com a galeria Zilda Fraletti. A Exposição Total contou ainda com a participação de Antônio Arney, artista que celebra 90 anos de vida em plena produção. É uma honra para a Farol conviver com este artista e poder apreciar o trabalho de uma vida lado a lado com nomes como Lívia Piantavini, Cristina Jardanovski e Samuel Dickow. Recebemos o mineiroslavo carioca Alex Hamburger que falou para um público de alunos e professores sobre ARTE ANTIARTE E ANARTE e ofertamos a oficina da Ana Bellenzier; práticas que abrem o campo da produção de pensamento e inventividade crítica que a Farol incentiva. Para fechar este ano de intensidades com chave de ouro, recebemos a mostra da Gráfica e Editora Kadê, dos artistas Jarbas Lopes e Katerina Dimitrova. Katerina é artista búlgara que é responsável pelo design gráfico de livros dos escritores e artistas que são publicados pela Kadê. Esta mostra permanece na Farol por tempo indeterminado. Ela abriu com o inesquecível Almoço na Ripa de André Mendes, que re-afirma o pulso experimental da galeria com eventos que tem a potência de ganhar novos sentidos e mobilidades à partir daqui. Em novembro participamos da Feira da Baronesa, importante iniciativa na cidade que fomenta, com humor e irreverência, o campo da arte impressa. Na ocasião, o poeta e astrólogo João Acuio apresentou o inquieto Tarot Furtado e o artista carioca Jarbas Lopes esteve conosco para o lançamento da inédita Fototransnovela de Fernando Codeço, publicada pela Gráfica e Editora Kadê.
Chegar até aqui foi possível com um bocado de ousadia e convicção somadas à bagagem pessoal na realização de iniciativas artísticas que são pautadas por um conjunto de energias constituídas em um determinado contexto. O desafio agora é dar continuidade às atividades consolidadas e a outras encaminhadas para o ciclo 2016-2017. O sentimento é de gratidão por cada pessoa envolvida até aqui e um frio na barriga de ter realizado a travessia de mais um ano. Àqueles que adquiriram as obras de arte em negociação na Farol, parabenizo e agradeço muito pois esta é a peça chave deste movimento ter acontecido. Para os próximos meses, lembramos (eu e a Farol) que é possível adquirir obras de artistas como Daniela Vicentini, Samuel Dickow, Rimon Guimarães, Lívia Piantavini, Gilson Camargo, Fabio Noronha, Antônio Arney e Jarbas Lopes. Lembrem os amigos, os entusiastas e colecionadores! A aquisição de obras de arte é a única forma de garantir as ações da Farol, ela é uma microempresa individual buscando equilíbrio na medida em que suas atividades se consolidam. A Farol dispõe de obras e publicações de artistas que constam em importantes coleções. É assim que vamos crescendo com arte e força contemporâneas, junto com a Bicicletaria Cultural, nossa grande parceira de todas as horas na pessoa de Fernando Rosembaum, Patrícia Valverde, Don Joey, Claudia e Seu José. Meus agradecimentos especiais para Keila Kern e Vanessa Leiko que doaram parte do seu tempo, toda a sua paciência e atenção e muito mais do que caberia nestas palavras para realizar todas as aventuras fora de série, ao Gilson Camargo pelos registros, conversas e o prestígio no blog Olhar Comum. Aos artistas, amigos e incentivadores Eliane Prolik, Rubens Mano, Tony Camargo e Fernando Ribeiro, a gratidão pela vital contribuição. À você que leu, forte abraço de Margit Leisner e som na caixa, é por aqui!
 

Publish 08 Novembro 2015

F: João o que é o Tarot Furtado?

J: O Tarot Furtado basicamente é um Tarot de Marselha do século XVIII (um baralho atribuído a François Chosson, 1736), composto por 22 imagens, de onde furtei, de cada uma, uma insígnia de poder. Por exemplo, do arcano 1 ‘O Mago’, foi furtado o chapéu que o identifica como tal, da ‘Imperatriz’ o cetro que concentra sua autoridade, do ‘Papa’ a marca da igreja em sua mão e assim por diante com cada um dos 22 arcanos. E, assim, deste modo, cada imagem é revista e reescrita. Um dos objetivos deste trabalho, é exatamente poder oferecer a oportunidade de olhar mais uma vez pela primeira vez os arcanos do Tarot – estas imagens que atravessam os tempos e compõe a estrutura de jogo dos baralhos que leem a sorte através de imagens. Um Tarot Furtado para lhe devolver o olhar.

 

João R. Acuio é idealizador da página Saturnália – Astrologia & Cidade onde faz questão de resgatar a função poética das artes oraculares. Acredita que em algum ponto as forças do destino e da criatividade convergem e é aí que está a magia. O Tarot Furtado é numerado à mão e tem edição limitada. Segundo o João, este baralho tem o poder de devolver o que lhe foi furtado.

O projeto Tarot Furtado será apresentado pela Farol Arte e Ação na 3 Edição da Feria da Baronesa que acontece em Curitiba nos dias 22 e 23 de novembro, na Casa Heitor Stocler, SESI,PR.

 

Publish 04 Novembro 2015

 

                                          

                                                        “Poemópticos”

 

Dos meios de expressão, a Poesia tem sido na atualidade a menos exigida em termos de experimentação, uma vez que os trabalhos chamados ‘novos’ raramente vão além das convenções estabelecidas no século dezenove.

A literatura que passa diante de nossos olhos é invariavelmente tão familiar em linguagem e estrutura, tão próxima dos best-sellers de uma burguesia acomodada, que claramente pode-se fazer uma constatação: quase nenhuma forma literária hoje parece ter necessidade real de uma discussão estética, impedindo o seu frescor e a sua renovação.

O objetivo principal dessa comunicação é o de atentarmos para estes fatos, no sentido de uma eventual ampliação do nosso senso inventivo, tendo sempre em mente sua distância do que temos visto e lido, ou pelo menos procurar jogar uma luz sobre questões cruciais de há muito soterradas. Como as diversas alternativas estilísticas presentes podem sugerir, existe um leque bastante amplo de variações para a experimentação, e o texto linear não é necessariamente um pré-requisito.

Nesse sentido - o da diversidade e troca dentro de um quadro amplo, que agora passamos eventualmente a reconhecer, a poesia multimodal distingue-se da poesia versográfica pura e simples, aquela que enfatiza o estático, o ato geralmente formalizado. Enquanto a primeira tende na direção da totalidade, expandindo o que de mais rico foi realizado no campo, atualizando-o e rediscutindo-o, a poesia de versos dá sinais de esgotamento; enquanto a polipoesia tende para o amplo e abrangente a poesia retórica é estanque; enquanto uma se move a outra apenas se repete.

Se o que é novo em arte contemporânea costuma lidar quase sempre de maneira inventiva com os diversos recursos disponíveis em cada mídia, o mesmo deveria ocorrer no caso da Poesia, isto é, a experimentação com os potenciais da linguagem, o alcance da página impressa e retangular e até mesmo o processo rítmico de virar a página; e a liberdade, em qualquer modalidade artística, significa a oportunidade intransigente em utilizar-se dessas possibilidades sem restrição – sem deferência para ser mais preciso.

Muito da nova poesia evita a linha e o tipo horizontal – a convenção da literatura desde Gutemberg – para enveredar por outras formas de explorar e habitar a arena disponível de uma página ou espaço físico dado, uma vez que continuidade ao invés de categorização é a principal marca de uma nova mentalidade.

Uma vez que o arcaico e desnecessário critério restritivo for abandonado, tornar-se-á claro, de imediato, que muitas alternativas são possíveis, o que significa que os componentes da experimentação ainda podem ser estendidos a inumeráveis formas até o momento não muito detectadas.

 

Alex Hamburger

Outubro, 2015

 

 

Hommage a Gil J Wolman, Alex Hamburger 2014

 

 

 

A 3a. edição Feira da Baronesa acontecerá nos dias 21 e 22 de novembro de 2015, no Centro Cultural SESI Casa Heitor Stockler de França, em Curitiba (PR) e integrará a programação do Festival SESI Casa Heitor. A Farol Arte e Ação estará lá apresentando Poemópticos de Alex Hamburger, os livros da Gráfica Editora Kadê, projeto dos artistas Jarbas Lopes e Katerina DimitrovaQuer mais? Tem! ;)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publish 23 Outubro 2015

 

Impressão de Sol 

 

A Gráfica Editora Kade é um projeto dos artistas Jarbas Lopes e de Katerina Dimitrova. 

 

Iniciada em 2013, a Grafica Editora Kade vem realizando edições próprias e de outros artistas, com livros já representados em coleções de museus e particulares.

 

 

 

 

 

Entre as obras de arte impressas e realizadas com a suprevisão do mestre Jayme e com projeto gráfico de Katerina Dimitrova, encontra-se a produção cuidadosa de artistas e escritores como Guilherme Zarvos, Sergio Torres, Lucila Gadin, Bernardo Ramalho, Astrid Cabral e Marssares. 

 

 

Coleção de Zines  - Cicloviaérea

 

 

Eu ensino sorrindo você aprende brincando, de Leda Almeida da Silva - pag.44 e 45

 

 

Nesta mostra estão presentes gravuras inéditas do Rolo Impressor, livros e Revistas, de Jarbas Lopes, e mostra de livros da produção dos artistas e escritores citados.

 

 

 

 

 

 

 

Revistas, 2014 - papel jornal, elástico e madeira
30 x 60 x 8 cm  

 A Mostra da Gráfica e Editora Kade pode ser visitada na Galeria Farol Arte e Ação a partir do dia 24 de outubro, sábado, às 13 horas. O lançamento será celebrado junto com o "Almoço na Ripa" do artista André Mendes, que participa da exposição total*.

 

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