S.T. 2011, cetim, espuma, ferro, fibra, molas, plush, tela elástica e suede 58 x 240 x 190

Extensores Para o Corpo*

por Eliane Prolik

Na série Moventes, a volumetria é a dos estofados, com as diversas densidades que a maciez da espuma e de outros recheios confere. Além da sua estruturação similiar à dos móveis, basicamente feita em madeira ou ferro, agregam-se qualidades especícas da superfície-invólucro do tecido que os reveste, uma seleção de texturas e cores que privilegia o tato, o sentido da pele.

Os trabalhos estão à disposição do nosso corpo, mas à idéia de conforto associa-se o desconforto da arte. À afável solidez da natureza do móvel, essas estruturas propõem uma investigação de desequilíbrios, de inusitados apoios e encostos em sua conformação por sobras, bolsões e diversas partes. Diante deles, estamos mediando a relação do corpo com os objetos e percebemos, de certo modo, a nossa incompletude e o nosso potencial de ligame. Segundo a artista, são extensores para um corpo hesitante.

*(texto publicado no catálogo da exposição moventes, junho/agosto 2012) 

A obra pode ser vista na exposição total*

O que serão as mentalidades urbanas do futuro? Levantar essa questão já é um pleonasmo, na medida em que o porvir da humanidade parece inseparável do devir urbano.

Guattari, 1992

 

O desenho é uma forma de expressão que pressupõe uma procura, uma definição para uma ideia abstrata e confusa antes do seu acontecer. O desenho do espaço permite compreender as relações entre corpo e espaço e suas funções. Propõe-se nessa oficina, uma atividade de desenho livre em algum espaço público, a fim de se pensar sobre esse espaço, lugar de circulação, de convívio, de política, de criação. Sobre construir e cuidar da sua própria cidade, extensão de nossos corpos. De se pensar nossa relação com ela, e através do desenho, propor uma refinalização de suas funções. 

Há um distanciamento entre projeto e arquitetura, entre urbanismo e arquitetura. Entre arquitetura e arte, entre a arquitetura da cidade e a vida. Os projetistas urbanistas estão muito ocupados em sua cidade modelo. O desenho urbano livre, como uma prática constante no planejamento, é uma ferramenta capaz de lidar como interface em todos os processos de planejamento e execução de uma ideia, uma obra. É uma forma de expressão que pressupõe uma procura, uma definição para uma ideia abstrata e confusa antes de seu acontecer. Permite compreender as relações entre corpo e espaço e suas funções. Diferente do projeto, o desenho possui um caráter dinâmico, constante, interativo, é uma forma de comunicação que pode ser explorada por qualquer pessoa.

Não se pode deliberadamente alterar, reformar um espaço público, arrancar suas árvores, demolir suas construções, sem a participação das pessoas que convivem nesse espaço. Cada pessoa constrói uma relação única e insubstituível com cada detalhe e seres que preenchem esse espaço. O urbanismo muitas vezes mostra-se opressor, desorientando, literalmente, os moradores de regiões por onde progride. As cidades devem ser deformadas, pensadas por todos, com a participação de todos. A oficina busca basicamente despertar esse urbanista unitário, um cidadão ativo, vivo. Que ama e cuida de sua morada. 

 

DATA: 23, 24 e 25 de outubro

VALOR: R$ 130,00

VAGAS: 7

Inscrições via email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

fotografia, fotograma e impressão, Gyorgy Kepes, 1930

 

 

REQUISITOS

- Estar a fim de desenhar

- Também de pedalar 

- Trazer material de cartografia: folhas, canetas, lápis, de cores diversas, talvez borracha e superfície para apoiar as folhas. Se quiserem fazer fotos também, tudo bem.

 

RECORTES E INSPIRAÇÕES

DEBORD, Guy. Teoria da Deriva. 1958. Disponível em: https://teoriadoespacourbano.files.wordpress.com/2013/03/guy-debord-teoria-da-deriva.pdf.
GUATTARI, Félix. Restauração da Cidade Subjetiva. In: Caosmose. 1992. Disponível em: https://territoriosdefilosofia.wordpress.com/2014/11/17/restauracao-da-cidade-subjetiva-felix-guattari/.

ILLICH, Ivan. Energia e Equidade. In: Apocalipse Motorizado. 1973. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/0BxR5Ri6g5X_ZN0JKM2lfal9odVE. Páginas 33-71.

LYNCH, Kevin. A Imagem da Cidade. 1960.

RAINHA, Ana Paula. Um novo contexto para o desenho urbano. In: O discurso crítico da cidade moderna. Disponível em: http://hdl.handle.net/11328/589. Páginas 123-135. 

 

BIO 

Graduei em design com um projeto sobre transporte coletivo. Desde que iniciei esse trabalho estava já viciado em assuntos sobre a cidade, especialmente a respeito do trânsito. Logo após terminar o curso trabalhei como ciclista mensageiro durante 4 meses, para simplesmente estar na rua, no trânsito, observando e pensando esse espaço. Passo as horas livres deformando a cidade, no papel, no imaginário, ou lendo assuntos que falam sobre a cidade, sobre o trânsito... e receitas. Não sei se posso dizer gastronomia, não estudo profundamente mas amo cozinhar e comer. Em fazer, realizar, algo difícil quando falamos em mudar as ruas. Tenho atuado bastante pela Cicloiguaçu (Associação dos Ciclistas do Alto Iguacu), geralmente me encontram na Bicicletaria Cultural.

 

sobre a imagemhttp://educators.mfa.org/prints-drawings-and-photographs/untitled-110298?related_people_text=Gyorgy%20Kepes

 

 

 

 

Ana Bellenzier orienta durante o mês de outubro e novembro uma oficina colaborativa que parte da produção artística individual de cada participante para construir métodos e estratégias que auxiliem na construção de uma pesquisa em artes. Como aponta Ana, "a orientação não será no sentido criativo/da criação. Arte é, também, produção de conhecimento: esta é a afirmação que norteará o diálogo que se pretende construir nesta oficina." Para tanto, abordaremos também as contribuições que outras áreas do conhecimento podem trazer para a pesquisa artística.

Público alvo

Artistas interessados na interlocução para analise e desenvolvimento de suas pesquisas e projetos artísticos (em especial na criação de métodos e respostas aas questões em seus trabalhos).

Vagas 

7

Datas

quartas feiras

21 e 28 de outubro

4 e 11 de novembro

Horário - das 18 às 20 horas

Valor - R$ 250,- (em até 2 vezes)

Inscrições via email - Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. / assunto: oficina

 

Ana Bellenzier – Mestre em Geografia pela Universidade Federal do Paraná; Bacharel em Gravura pela Escola de Música e Belas artes do Paraná. Artista visual com ênfase na produção de audiovisual, projetos site specific e intervenções urbanas. Sua pesquisa artística explora os limites e as relações entre arte, ciência e tecnologia. Integrante do grupo pelospublicos desde 2002.

 

 

 

 

 

Quarta, 07 Outubro 2015 00:00

exposição total*

Por Keila Kern 

Com um título que não esconde nem dá nada, “EXPOSIÇÃO TOTAL” parte do questionamento sobre identidade e hibridismo cultural que se encontra no núcleo do modernismo curitibano, e pretende criar uma reflexão sobre quais foram os processos que levaram a arte curitibana a se tornar hoje uma referência internacional. Numa inversão de papéis, a arte curitibana agora é canibalizada pelos artistas estrangeiros que se apropriam de seu simbolismo, de suas estratégias e de sua estética. Fomos direto pro internacional, nem passamos pelo nacional. Creio necessário que não haja mais que alusão. Nomear um objeto é suprimir três quartas partes do gozo de um poema. Isso é Mallarmé.

Fiquei parada nos títulos de duas pinturas: “Para amanhã sem falta” e “Uma hora mais ou menos”. Elas não estão nesta exposição, são dois trabalhos de Antonio Arney realizadas em 1966, apenas dez anos após a morte de Jackson Pollock. Esses títulos soam como algo que dizemos todos os dias e para cada “amanhã sem falta” prometido sabemos que muito hoje já se perdeu. Estas pinturas foram feitas com arranjos de madeira e ferro e em várias das madeiras podemos ver os traços deixados por cupins que já não estão lá.
- Uma hora mais ou menos é um tempo apertado. Tem que ser agora? Não estou vendo nenhum futuro imediato por aqui, tentemos de outro modo, vamos voltar alguns passos, quem sabe a gente consiga lá atrás abrir uma nova galeria e sair em outra câmara - disse o pequeno cupim de madeira seca.

Allan Kaprow escreveu que para a arte que vinha depois de Jackson Pollock só haveriam duas saídas. A primeira, continuar a pintar variando a estética de Pollock sem no entanto conseguir abandoná-lo ou superá-lo. A segunda, desistir completamente de fazer pinturas. Para Kaprow, mesmo Pollock não morrera sem antes sofrer este problema (da arte pós-Pollock). Seus últimos anos vividos, uns cinco, o impediram de “morrer no auge” e foram de enfrentamento com a mesma espécie de ressaca que estamos nós. Mas Kaprow propõe uma saída para a ultima alternativa - a que sugere parar de pintar - uma continuidade da arte pelo envolvimento no cerne da “arte como um grupo de fatos concretos vistos pela primeira vez”. Uma saída que começa também pelo legado de Pollock: o modo cego, o caráter direto, a crença calada em tudo o que se faz. Eu não pinto a natureza, eu sou a natureza.

Dizer que o artista descobriu coisas como marcas, gestos, tinta, cores, dureza, suavidade, fluidez, pausa, espaço, o mundo, a vida e a morte, pode soar ingênuo. Todo artista digno de tal nome “descobriu” essas coisas. Annette Skarbek, Cristina Jardanovsky, Julia Ishida, Livia Piantavini, André Mendes, Antonio Arney e Samuel Dickow, já descobriram essas coisas e têm pinturas tão diferentes que dificilmente serão atingidas pelas mesmas palavras. Eles estão na Galeria Zilda Fraletti e na Farol Galeria de Arte e Ação Alex Hamburger, Ana Bellenzier, Fabio Noronha, Henrique Jakobi e André Mendes realizarão ocupações temporárias: palestras, oficinas, encontros e performances onde serão tratados assuntos relativos ao contexto produtivo, receptivo e distributivo da arte e acontecerão no espaço da Farol Galeria de Arte e Ação [ver programação]. Laura Miranda, Monica Infante, Eduardo Freitas, Juliane Fuganti, Bernadete Amorim e Traplev participam com vídeo, esculturas, objetos e publicações: a parte visível e em transito de operações complexas. A presente seleção de artistas e obras foi pautada pelos interesses particulares desses artistas. Nada de transformar uma contingência histórica em eternidade, nada de imobilizar o mundo.

 

 

                                                                                                    foto Anderson Lago 2015 

 

 

Forte Abraço De

por Margit Leisner

 

                                                

                 * carta publicada no catálogo da XX bienal internacional de curitiba 

 

Participam da exposição na galeria Farol Arte e Ação:

Alex Hamburger

André Mendes

Anna Belenzier

Antônio Arney

Bernadete Amorin

Cristina Jardanovsky

Fabio Noronha

Henrique Jakobi

Lívia Piantavini

Samuel Dickow

Traplev

 

foto Youmi Kori 2015

 

 

Saiba mais no espaço Coo_Zine aqui mesmo no website da FAROL / Follow the programm at Coo_Zine here on the website

 

Antônio Arney com a obra de sua escolha para o LeilãoShow - foto de Gilson Camargo

 

 

Colagem com Rejeitos, 2014 - foto de Gilson Camargo
 

Breve parágrafo a partir da série Colagem com Rejeitos, de Antônio Arney

Por Margit Leisner

 

Enquanto existir nas leis e nos costumes uma condenação social que cria infernos artificiais em plena civilização, juntando ao destino - que é divino por natureza - um fatalismo que provém dos homens; enquanto não forem resolvidos os três problemas do século : - a degradação do homem pela pobreza, o aviltamento da mulher pela fome, a atrofia das crianças pelas trevas; enquanto continuar em certas classes a asfixia social, ou por outras palavras e sob um ponto de vista mais claro: - enquanto houver no mundo ignorância e miséria, os livros desta natureza não são de todo inúteis.

 

Hauteville-Haus - 1 de Janeiro de 1862 

 

Antônio Arney, 89, é o pintor por trás das formas acentuadas que vemos na série de colagens produzidas com rejeitos. Feitas a partir de materiais como madeira, metais e papel, essas obras despertam de imediato uma estranha familiaridade. A memória que antecipa cômodos, maçanetas, portais - vai aos poucos se re-arranjando em distâncias e relevos, em detalhes, fragmentos, em micro e macro intenções pictóricas. O que antes parecia familiar está agora em outro lugar. Está em uma outra forma de olhar.

É próprio da poesia que a tenra surpresa esteja - imponderável! - cultivada no pressuposto: a obra aqui em questão quer dar-se a ver e ponto. E ela é generosa em vezes que diz e de tão variadas formas; sem perder nem por um instante a integridade que porta, como um estandarte em sua fachada. Como no livro primeiro de Fantina, em Miséraveis de Victor Hugo, o artista nos faz lembrar, a cada vez, que a página que antecede o livro é um mantra.

 

Sobre o artista:

Antonio Arney dos Santos nasceu em Piraquara, PR em 1926. Pintor. Cedo se interessa por artes, tendo como exemplo seu próprio pai, pintor, fotógrafo e marceneiro. Começa a pintar em 1956 como autodidata, na cidade de Curitiba. Mantém contato com a Galeria Cocaco, ponto de encontro dos artistas modernos do Paraná nos anos 60. Em 1979, orienta o ateliê de madeira, estudo e pesquisa de materiais no Centro de Criatividade da Fundação Cultural de Curitiba. A partir de 1989, orienta o Curso de Colagem na Arte, no ateliê de ensino do Museu Alfredo Andersen. Vive e trabalha em Curitiba. 

 

 

 

  

 

Abrindo o programa de aulas e oficinas na EXPOSIÇÃO TOTAL, recebemos neste sábado 3 de outubro, às 16h, o artista Alex Hamburger.

Ao longo de quase três horas, ALEX HAMBURGER - (*1948 - ) elencou uma série de contrastes e motivações que acompanham as práticas relacionadas à Antiarte, à Não-arte e à Anarte. Em sua palestra, Alex põe em dia assuntos tão essenciais ao questionamento através da arte que mais parece uma de "aula de recuperação" sobre a linguagem de sublimação. Um mestre da poesia experimental, do radicalismo-poético-mundano-de-ação; o professor Alex nos apresenta perspectivas pouco vistas para compreensão do inventismo de figuras como Guy Debord, Marcel Duchamp, Alan Kaprow e Kenneth Goldsmith - à quem o palestrante aponta como seus "professores à distância". Não é todo sábado que isso acontece; estar frente à frente com o professor A.H. Que banho. 

Domingo, 27 Setembro 2015 00:00

XV LeilãoShow?

Na sexta-feira, dia 02 de outubro, acontece o LeilãoShow no espaço Guairacá Cultural. O evento - em sua quinta edição -  trás à publico a produção artística com influências e relações que constituem este campo. É  também uma afirmação do lugar social da arte, que é viva e pulsante, que respira e faz agir, faz pensar. Transforma, desmonta e elabora com a força de todos os seus agentes. E com isso, no esforço de exibição, produz imagens. Esta edição - notadamente - conta com a participação de artistas vinculados à três galerias da cidade que estão próximas ao circuito de ações da Farol. Esta é, portanto, uma ocasião de identificar e de afirmar vínculos entre os artistas e as suas galerias mães, de trabalho. Como forma de facilitar e promover contatos entre o público interessado e as respectivas galerias, este vínculo será pontuado nas ações públicas deste LeilãoShow e no momento da apresentação das obras.
 
Lembrando: 
Este é um evento único com características específicas. Acontece na transição entre o Circuito de Galerias e a abertura da Bienal de Curitiba. Para nós - conceitualmente, o ponto exato onde o LeilãoShow se situa na trajetória:
 
 - uma forma de exibição…
 
Keila: Você repete o termo exposição, eu acho interessante.

Entrevistador: Porque tem uma exposição que é mais importante que o próprio leilão… (todos falam ao mesmo tempo)

Keila: Veja, é uma exposição tão inusitada que os quadros, as obras, os trabalhos, não estão na parede. Eles são segurados, estão firmes no palco pelo tempo que estão sendo observado por todos, na hora em que ele é descrito, na hora em que ele é vendido, com os lances que se sucedem. Começa lá com trinta e a coisa vai esquentando, então é muito mais tempo do que nós pousaríamos (o olhar), pararíamos em uma exposição tradicional.

Entrevistador: Por exemplo, entra ali uma peça em um leilão tradicional, 1, 2, 3 arrematou, acabou, né?

Keila: Mas em uma exposição também. Quanto tempo um espectador fica diante de uma obra. No LeilãoShow nós ficamos porque ela está viva….

- que se quer como pergunta:

Entrevistador: Como é que a gente define o valor de uma obra?

Margit:  Essa é uma boa pergunta. Nós optamos por realizar o LeilãoShow justamente como uma forma de resposta a essa pergunta. Trazendo o público, reunindo os artistas e a produção local de arte contemporânea e propondo um lance inicial de trinta reais (R$ 30).

Entrevistador: Trinta reais…

Margit: Que é quase constrangedor, né? (risos)… então, a gente joga essa pergunta para o público.

(trechos - Transcrição da matéria produzida para o programa Toda Tarde, da TV Transamérica)

Participam desta edição os seguintes artistas:

Andréia Las - Andréia Cristina Las nasceu em Curitiba, PR. Formou-se em Educação Artística pela UFPR. Desde 1986 é orientadora de gravura nos ateliês do Museu da Gravura Cidade de Curitiba. Realizou cursos de gravura em metal com S.W. Hayter – Atelier 17 – Paris – França, curso de serigrafia com Dionisio Del Santo, Casa da Gravura – Curitiba, curso de papel artesanal com Otávio Roth, Casa Da Gravura -Curitiba – PR. Expôs individualmente em galerias e centros culturais de diversos estados brasileiros e também fora do Brasil. Possui obras nos acervos do MAC – Curitiba; MAC – Cascavel – PR; Museu de Arte de Santa Catarina, Florianópolis – SC; Palácio Das Artes, Belo Horizonte – MG; Fundação Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro – RJ; Museu da Gravura Cidade de Curitiba – PR; Museu Olho Latino, Atibaia – SP e na Coleção Mônica e George Kornis – Rio de Janeiro – RJ. Artista vinculada à Galeria Zilda Fraletti 

Alex Cabral, 52 anos que se tornarão 53 do dia 8 próximo, era grafiteiro quando isso dava cadeia (anos 80) e agora é artista plástico (não dá cadeia) e professor de yoga (também não). Atua em várias expressões, mas suas prediletas são os recortes em papel (derivados do estêncil), pintura e a arte postal (via correio mesmo, snail mail). Já expôs num monte de lugar, mas não vai citar porque acha currículo um saco, o trabalho que fale por si.

Alexandre Linhares é estilista formado em design de produto. Considera suas criações esculturas vestíveis. Alexandre é criador ao lado de Thifany Faria, da grife Heroína que joga luz - do conceito ao fabrico de cada peça - sobre o processo como um objeto de arte.
 
Antônio Arney - Antonio Arney dos Santos nasceu em Piraquara, PR em 1926. Pintor. Cedo se interessa por artes, tendo como exemplo seu próprio pai, pintor, fotógrafo e marceneiro. Começa a pintar em 1956 como autodidata, na cidade de Curitiba. Mantém contato com a Galeria Cocaco, ponto de encontro dos artistas modernos do Paraná nos anos 60. Em 1979, orienta o ateliê de madeira, estudo e pesquisa de materiais no Centro de Criatividade da Fundação Cultural de Curitiba. A partir de 1989, orienta o Curso de Colagem na Arte, no ateliê de ensino do Museu Alfredo Andersen. Vive e trabalha em Curitiba.
 

Cleverson Oliveira nasceu em Curitiba em 1972. É Bacharel em Escultura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (1994) e estudou História da Arte na New York University (1996). Sua produção concentra-se em desenho, vídeo, áudio, fotografia e instalação. Vive e trabalha em Piraquara, próximo a Curitiba, Brasil. 

Elaine Pauvolid nasceu em 1970. Poeta e Artista Plástica. Colaborou como resenhista do Caderno Literário de O Globo - RJ entre 1999 e 2009. Publicou 3 livros de poesia e,  a partir de 2013 participou de exposições coletivas, tendo realizado sua primeira individual em 2015, na Galeria Caixa Preta, RJ. Vive e trabalha no Rio de Janeiro. 

Fábio Noronha é artista plástico e professor do ensino superior na UNESPAR/EMBAP, Curitiba-PR, desde 1996. Iniciou produção em desenho, fotografia e pintura, no início dos anos 1990, quando fez graduação; no final desta década incorporou em seu trabalho o vídeo e experimentações em áudio.

Foca Cruz - Luiz Alberto Cruz, Foca, parnanguara, primeira lembrança na vida foi ver Neil Armstrong numa tv preto e branco andando feito um bobo na lua. Nessa época já existiam dinossauros e os carros de corrida na oficina do lado. O primeiro livro lido foi "Viagem à Lua" de Julio Verne. Ganhou do irmão pintor uma "Rotring" 0.3 aos 10 anos, daí em diante fodeu, pois logo ficou claro de fato que desenhar é como tocar violino em público: ou é muito bom ou da ânsia de vômito. Adam West. 

Gilson Camargo é fotógrafo. Sua prática é voltada para o registro e produção de memória. É criador do blog Olhar Comum. Vive e Trabalha em Curitiba.

Hugo Mendes possui graduação em Artes Visuais (2006) e especialização em Ensino das Artes Visuais (2011) pela Universidade Tuiuti do Paraná. Atualmente é professor dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Fotografia pela mesma instituição. Trabalhando com esculturas, desenhos e gravuras, o artista opera no interstício da manufatura artesanal e industrial. O artista representado pela Ybakatu Espaço de Arte em Curitiba.

Janete Anderman, 34, vive e trabalha em Curitiba. Formada em Design de Produto (Universidade Tuiuti do Paraná 2001), pós graduação em Artes Visuais na Universidade Positivo, 2014. Desenvolve um trabalho em diversas mídias ( f o t o g r a f i a + v í d e o + i n s t a l a ç ã o + p a i s a g i s m o ) que relacionam arte, natureza e cidade. Sua experimentação a partir de materiais encontrados na natureza veiculando em objetos que visam observar as relações inter-humanas junto a paisagem.

Jarbas Lopes é nascido em 1964, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Brasil. Obteve Bacharelado em Escultura, Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil. Possui obras em importantes acervos e coleções internacionais. Vive e trabalha em Maricá, Rio de Janeiro, Brasil.

Jessica Luz desenvolve pesquisas em gravura, animação, desenho e livro de artista. Articulando as diversas linguagens através de eixos poéticos, tais como Gato Cativo, que trata da relação de domesticidade e afeto com o animal, e Dois em Casa que abrange um conjunto de trabalhos discutindo o ambiente da casa, a moradia urbana, propriedade/posse, acúmulos e as relações estabelecidas no lar.
Vive e trabalha em Curitiba, PR.

Lígia Borba é escultora e educadora de arte. Desde a década de 70, desenvolve extensa pesquisa com variadas técnicas e linguagens, aplicando os resultados em seus trabalhos e no ensino da escultura. É artista representada pela Ybakatu Espaço de Arte.

Marga Puntel vive e trabalha na Tríplice Fronteira Brasil-Paraguay- Argentina.É formada em Serviço Social pela PUC/PR. Suas obras estão diretamente relacionadas a ações fotográficas e de video, das relações de alteridade entre o homem e seu entorno. Nos últimos 5 anos tem se dedicado ao desenvolvimento de uma enciclopédia da vegetação e paisagem da fronteira. Registrando as em fotografias pequenos nichos escultóricos formados com esta vegetação, configurados na série Paisagens Transportáveis. E ao registro fotográfico da transações realizadas entre Brasil e Argentina através do Rio que separa os dois países. O rio Sto Antônio. Passagem de pessoas e comercio através de uma pequena embarcação de madeira. 

Pedro Goria nasceu em São Caetano do Sul SP - 1960. Iniciou sua pesquisa como artista voltada para a pintura, desenho e gravura na Escola Alfredo Andersen em 1976. Teve como orientadores Luis Carlos Andrade e Lima e Alberto Massuda. Desde 1991 é professor na Escola de Música e Belas Artes do Paraná.

Rogerio Ghomes é artista visual e Pesquisador nas áreas das Artes Visuais e Design. Doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital pela PUC SP e Mestre em Design pela UNESP. Docente no Departamento de Design Gráfico da UEL. Contemplado em 2013 com o Premio Conexões Artes Visuais FUNARTE/Petrobras com o projeto Campo Expandido: a convergência das imagens. Rogerio é artista vinculado à Ybakatu Espaço de Arte, em Curitiba. Suas obras integram as coleções; Pirelli MASP, MAM SP, MAC USP_nova sede, MAC PR, Fundação Cultural de Curitiba, Joaquim Paiva MAM RJ e McLaren.

Thalita Sejanes ( São Paulo, 1986) Licenciada em Artes Visuais pela Faculdade de Artes do Paraná em 2009. Desenvolve sua pesquisa em Artes Visuais desde 2008, onde o desenho é recorrente ponto de tensão. Entre as principais exposições destaca-se Véspera (Curitiba, 2012) resultado do Edital Bolsa Produção para Artes Visuais V, concedido pela Fundação Cultural de Curitiba. Vive e trabalha em Curitiba.

Willian Santos, 1985 - Atualmente dedica-se a uma pesquisa sobre o invisível. Focado nas relações de trocas com o público, o artista mergulha e nos leva junto às suas experiências inefáveis. Seu trabalho dialoga com diferentes linguagens que excedem elas mesmas, num processo constante e auto-provocativo. Artista indicado ao prêmio PIPA 2014. Formado Bacharel em 2009 em Artes Visuais pela Universidade Tuiuti do Paraná. Willian Santos é artista vinculado à galeria Casa da Imagem.
 

A performance (evento) fica por conta de Leo Fressato, Keila Kern e Margit Leisner. 

 

 

Domingo, 06 Setembro 2015 00:00

ana bellenzier

artes visuais | arte e ciência | arte e tecnologia | gravura | vídeo | cinema digital

Mestre em Geografia pela Universidade Federal do Paraná; Bacharel em Gravura pela Escolda de Música e Belas artes do Paraná. Artista visual com ênfase na produção de audiovisual, projetos site specif e intervenções urbanas; sua pesquisa artística explora os limites e as relações entre arte, ciência e tecnologia. Integrante do grupo pelospublicos desde 2002.

 

 

Domingo, 06 Setembro 2015 00:00

gilson camargo

 

Criador do blog Olhar Comum, Gilson Camargo é fotógrafo com atenção aos sentidos do registro, produção de memória e a organização de acervos decorrentes desta prática. Vive e trabalha em Curitiba.

 

A ciclofaixa de lazer e a bicicletada, 2011
Fotografia, 60 x 90 cm.

Domingo, 06 Setembro 2015 00:00

leonardo fressato santos