Temporada de Performance 2019 - O Corpo como Arquivo - II Encontro Internacional de Performance

 

 

Programação:

 

RASTRO – NÃO SEI POR ONDE IR MAS O MEU CORPO SABE

EXPOSIÇÃO

27 de março a 13 de abril, aberto de terça a sábado das 14h às 20h30 na Galeria Ponto de Fuga

A exposição, organizada pelas artistas Erica Storer e Margit Leisner, é construída com base em registros de performances. Fotografias, vídeos, textos, publicações e relíquias que formalizam a ação de onde surge a imagem. Mais do que apresentar registros para um recorte temporal ou histórico da performance arte, o que se pretende é apresentar imagens do corpo no contexto da ação. Em que medida é possível uma equivalência: entre uma performance realizada e a imagem propagada para além daquele instante? Fotógrafos, artistas, críticos de artes e o público são todos protagonistas das narrativas que servem de referência para uma história da performance. A exposição oferece pistas e possibilidades de apreensão da live art para além do tempo presente.

Organização: Margit Leisner e Erica Storer / Realização: Farol Arte e Ação / Apoio: Galeria Ponto de Fuga

Classificação Livre | PERMANENTE | Curitiba-PR | GRATUITO

 

OFICINA PERMANENTE – COMO FALAR SOBRE PERFORMANCE?
OFICINA | PERFORMANCE

28, 29 e 30 de março e 2 de abril das 10h às 17h na Plataforma Flex – PF

A Oficina Permanente: Como falar sobre Performance? é uma plataforma contínua para estudos da ação. O programa tem caráter prático e neste módulo inaugura abordagens sobre o ato de registro de performances, estabelecendo a base de simultaneidades que é própria de cada prática, a da performance e a do ato do seu registro. Assim sendo, os participantes da oficina de registro de performance participam também do laboratório de práticas de performance que é de onde surge o vocabulário que será articulado ao longo do trabalho.

Coordenação: Margit Leisner / Orientadores: Margit Leisner e Alexander Del Re (Chile)

Classificação 18 anos | 20 horas | Curitiba-PR | 10 vagas | GRATUITO

 

MOSTRA DE PERFORMANCE – O CORPO COMO ARQUIVO

A Mostra de Performance – O Corpo como Arquivo, reúne seis artistas visuais de diferentes gerações que atuam em diversas redes ao redor do mundo. Tendo em comum o fato de que desde os seus primórdios a gestão do campo da performance se dá em redes e à partir das demandas e iniciativas dos próprios artistas, esta mostra apresenta seis posicionamentos em relação à este campo. Um dos pressupostos desta plataforma é o sentido que cada um dos trabalhos ganha estando em vizinhança com outros.

COSMIC BLURING BALLS
PERFORMANCE

02 de abril às 16h na Galeria Ponto de Fuga

Esta performance nasce de um exercício quântico da busca interior de potência poética. A busca em seu processo reside na essência do ser que através da presença deseja a consciência de que toda a materialidade visível são também energias manifestas. Neste processo de investigaação a escuta e auto-observação são sentidos canalizados para uma conexão com o espaço e o tempo. Os sentidos conectam e canalizam, buscam e encontram, expandem-se e se retraem…quicam. Manifestam sua existência entre a ausência e presença. Como se os corpos pudessem ser apenas “corpos celestes” em suas jornadas cósmicas.

Artistas: Adriana Tabalipa

Classificação 18 anos | aproximadamente 30min | Rio de Janeiro-RJ | GRATUITO

ENQUANTO É TEMPO
PERFORMANCE

02 de abril às 17h na Galeria Ponto de Fuga

A performance retrata um presente distópico, de uma época envolvida por desgastes políticos e sociais. Enquanto é tempo, busca através da força física a imagem do corpo que arca com peso de um passado que volta à tona.

Artista: Erica Storer

18 | aproximadamente 30 | Curitiba-PR | GRATUITO

CÉU DA BOCA
PERFORMANCE

02 de abril às 18h na Galeria Ponto de Fuga

O mito é o sujeito central que dá significação a um ritual e cria narrativas para arquétipos. Como e por que esses topoi heroicos são traduzidos em trabalhos de performance? O pensamento de uma arte contemplativa é subtraído de um confronto que exige a investigação por parte do espectador de acordo com os códigos e referências de sua própria cultura. Através de abordagens imersivas dentro de contextos culturais e antropológicos, o artista é motivado por questões como legado e tradição, e de como a arte pode ser um conservatório e transmissor desses agentes.

Artista: Eduardo Amato

Classificação 18 anos | aproximadamente 30min | Curitiba-PR | GRATUITO

FORÇA ESTRANHA
PERFORMANCE

03 de abril às 16h na Galeria Ponto de Fuga

As performances de Margit partem de uma pré-figuração (imagem) para se realizarem como presente. Em seus trabalhos ela utiliza materiais do cotidiano para revelar imagens conhecidas porém pouco vistas. Ao estabelecer relações de não- hierarquia com a realidade material o corpo de Margit se desprende de uma identidade fixa para se definir, através da ação, com um corpo entre outros corpos no aqui e no agora. Força Estranha é um trabalho inédito da artista portanto não existe senão como potência no tempo. E é dessa potência que surgem as imagens que serão vistas pelo espectador.

Artista: Margit Leisner

Classificação 18 anos | aproximadamente 30min | Curitiba-PR | GRATUITO

PERFORMANCE/NÃO PERFORMANCE
PERFORMANCE

03 de abril às 17h na Galeria Ponto de Fuga

A performance é a Parte 2 da série #WhatIsPerformanceArt e irá buscar dois estados: Performance e não-performance. No estado de performance uma câmera será utilizada para registrar e mostrar ao vivo o que o próprio artista verá durante as suas ações. Na não-performance o registro prévio será exibido para amplificar a natureza dupla da performance explorada pela existência de uma performance através do seu desaparecimento automático.

Artista: Alexander Del Re

Classificação 18 anos | aproximadamente 30min | Chile | GRATUITO

UM RIM DIREITO
PERFORMANCE

03 de abril às 18h na Galeria Ponto de Fuga

Última performance criada por Fernando Ribeiro, explora algo novo em seu percurso artístico: tratar de uma questão autobiográfica. Esta performance foi apresentada no ZAZ Festival em Israel, em dezembro de 2018.

Artista: Fernando Ribeiro

Classificação 18 anos | aproximadamente 30min | Curitiba-PR | GRATUITO

 

CONVERSAS

EX MISS FEBEM, ETC. – PORTFOLIO EXTRAVAGANZA POR ALETA VALENTE
PALESTRA

04 de abril às 17h na Boiler Galeria

Aleta Valente é artista visual de Bangu, Rio de Janeiro. A sua prática é relacionada à @ex_miss_febem, personagem que ganha vida nas redes sociais. Aleta irá conversar sobre a sua prática, que engloba a publicação de uma vasta coleção de imagens em vídeo e fotografia. Ao desnudar horizontes da imagética cotidiana raramente vista, Aleta nos dá acesso à sua navegação desbravadora. Atualmente, é possível acompanhar as publicações de Aleta no Instagram pelo perfil @ex_miss_febem2.

Artista: Aleta Valente

Classificação 18 anos | 120min | Rio de Janeiro – RJ | GRATUITO

 

PEQUENOS ACIDENTES & SINAIS DE TERROR – PORTFOLIO EXTRAVAGANZA POR FABIO NORONHA
PALESTRA

05 de abril às 17h na Plataforma Flex – PF

A conversa compreende alguns casos presenciados pelos artista em que a censura rondou sua produção; alguns questionamentos sobre a “censura consentida” pelos usuários das redes sociais; e, mais especificamente, colocar em pauta alguns mecanismos de verificação do campo da arte. Assuntos como medição dos aparelhos pela computação das redes telemáticas; disrupção de formas de aquisição/distribuição de informação causada por tecnologias como o compartilhamento Peer-to-Peer (P2P), a apropriação de conteúdos com seus deslocamentos de territórios e densidades culturais distintas também serão abordados na palestra.

Artista: Fabio Noronha

Classificação 18 anos | 150 min | Curitiba-PR | GRATUITO

PERFORMANCE E PRODUÇÃO DE MEMÓRIA SOBRE A PERFORMANCE ARTE – PORTFOLIO EXTRAVAGANZA POR ALEXANDER DEL RE E PAULO REIS
PALESTRA

O6 de abril às 17h na  Plataforma Flex – PF

Se a performance é a arte da presença, qual o lugar da narrativa sobre uma performance à partir de seus registros? Esse tem sido um dos paradigmas que atravessam o campo das práticas conhecidas como live art ou arte viva. Qual a diferença crucial entre uma vídeo-performance e o registro em vídeo de uma performance realizada? A produção de memória que se perpetua para além das imagens vividas em uma performance é um dos assuntos a serem elaborados nesta conversa.

Palestrantes: Alexander Del Re (performer e organizador do Festival Perfolink, Chile) e Paulo Reis (historiador e curador)

Classificação 18 anos | 180min | Chile / Curitiba-PR | GRATUITO

 

 

 

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