Deitar. Sentar. Ficar em pé. Andar. Saltar. Voar/Cair:

O que o ser humano está fazendo e como.

 

 A exposição apresenta um olhar extraordinário da arte performance em conexão com os campos da etnografia e da antropologia.

Elaborada a partir do arquivo Schwarze Lade / The Black Kit e da Coleção Anthropognostisches Tafelgeschirr, a mostra é apresentada em formato de diagrama e foi concebida pelo artista Boris Nieslony e pelo diagramador Gerhad Dirmoser como obra total (Gesamtkunstwerk).

Também integram a exposição uma série de videos organisados por Roland Bergére. Materias (textos e imagens) enviados por artistas e teóricos serão apresentados ao público na Galeria Farol Arte e Ação.

Esta exposição aconteceu anteriormente nas cidades de Linz (2013) e Bonn (2015).

Em Curitiba ela se articula de maneira inédita, em dois eixos/locais:

Abertura

Quarta-feira, 23.03 às 11hs até 10.05


Memorial de Curitiba, Salão Paranaguá, I andar
Rua Dr. Claudino dos Santos, 79
São Francisco


Abertura

30.03.2016, às 19hs até 10.05

Galeria Farol Arte e Ação
Rua Presidente Faria, 226 - Subsolo da Bicicletaria Cultural  
Centro

CONVOCATÓRIA

Convidamos artistas, pesquisadores e amantes da teoria e prática da performance no Brasil, Argentina, Paraguai, Chile, Venezuela, Perú, Bolívia, Uruguai, Colômbia e Equador para enviarem materiais (registros de performance, textos e fotos em formato máx. A3.) referentes aos temas abordados.

A exposição/pesquisa tem um contorno experimental, será exibida como um diagrama in progress no espaço da galeria. O prazo para envio de conteúdos é 30 de Abril. Os materiais enviados não serão devolvidos. Ao final da exposição eles irão integrar o arquivo Schwarze Lade / The Black Kit.

O endereço para envio é:

Galeria Farol Arte e Ação / Bicicletaria Cultural
Rua Presidente Faria 226 - Subsolo, Centro
80 020 290 Curitiba, Pr - Brasil


EN ESPAÑOL!!

Acostarse. Sentarse. Quedarse en pie. Caminar. Saltar. Volar/Caer:

Lo que el ser humano está haciendo y de que manera.

 

La exposición presenta una mirada extraordinaria del arte de la performance en conexión con los campos de la etnografia y de la antropologia. Hecha a partir del archivo Schwarze Lade / The Black Kit y de la Colección Anthropognostisches Tafelgeschirr,

La muestra es presentada en forma de diagrama y ha sido concebida por el artista Boris Nieslony y por el diseñador gráfico Gerhad Dirmoser como obra total (Gesamtkunstwerk). También integran la exposición una serie de videos compilados por Roland Bergére. Materiales (textos y imágenes) enviados por artistas y teóricos seran presentados al público en la Galeria Farol Arte e Ação.

 Esta exposición ha ocurrido anteriormente en las ciudades de Linz (2013) y Bonn (2015).

 En Curitiba, esta misma se construye de manera sin precedentes, en dos ejes/ locales:

Apertura

23.03 às 11hs hasta 10.05


Memorial de Curitiba, Salão Paranaguá, I andar
Rua Dr. Claudino dos Santos, 79
São Francisco


Apertura

30.03.2016 às 19hs hasta 10.05

Galeria Farol Arte e Ação
Rua Presidente Faria, 226 - Subsolo da Bicicletaria Cultural  
Centro

 

CONVOCATORIA


Invitamos a los artistas, investigadores y amantes de la teoria y practica de la performance arte en Brasil, Argentina, Paraguai, Chile, Venezuela, Perú, Bolívia, Uruguai, Colômbia e Equador que envien materiales (registros de performance, textos y fotos en formato máx. A3.) referentes a los temas dirigidos.

La exposición tiene un contorno experimental, será presentada como un diagrama in progress en el espacio de la galeria. La fecha para envio de contenidos es el 30 de Abril. Los materiales enviados no serán devueltos. Al fin de la exposición pasaran a formar parte del archivo Schwarze Lade / The Black Kit.

La dirección para el envio es:

Galeria Farol Arte e Ação / Bicicletaria Cultural
Rua Presidente Faria 226 - subsolo
80 020 290 Curitiba, Pr - Brasil

Cualquiera otra duda, escribime en este email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Links to:

See the website from the first exhibition:

 
See the website of the performance art archive:
 
See Gerhard Dirmoser:
http://gerhard_dirmoser.public1.linz.at/
 
See the website from FAROL ARTE E AÇÃO

 

Gracias, Best Regards, Atenciosamente:

Margit Leisner / Farol Arte e Ação

em parceria con / in partnership with

Boris Nieslony / PAErsche, E.P.I. Zentrum
Gerhard Dirmoser / diagrammatical
Roland Bergére / radical-egal - video
Sibylle Ettengruber / web/ blog-presence
Europaisches Performance Institut E.P.I. Zentrum
Bicicletaria Cultural

Apoio:

p.Arte - https://www.facebook.com/p.arte.cwb/?fref=ts

Fundação Cultural de Curitiba

 

 

 

Artista de renome internacional em arte sonora e site-specific, Brandon Labelle é autor de livros e antologias sobre arte contemporânea que se tornaram referência em circuitos autônomos de arte, ações interdisciplinares em intervencionismo urbano, arquitetura, radioarte e site-specific, sendo também editor da Errantbodies Press. Atualmente reside em Berlim e é Professor na Bergen Academy of Art and Design, da Noruega.

Brandon Labelle tem uma relação especial com Curitiba e já esteve na cidade diversas vezes. A primeira delas como professor na Oficina de Música de 1995 a convite do músico e compositor Chico Mello, na época curador do núcleo de música contemporânea. Ao longo dos últimos anos, Labelle realizou três exposições na Galeria Ybakatu, Proposta ao Prefeito I,  Proposta ao Prefeito II e Surface Tension/Curitiba, tendo publicado trabalhos de artistas da cidade como Octavio Camargo, Glerm Soares, Margit Leisner, Débora Santiago, Newton Goto e Alex Cabral, dentre outros. 

Uma de suas inciativas em Curitiba resultou na publicação do terceiro suplemento da antologia Surface Tension intitulado Manual para a construção de um carrinho como dispositivo para elaboração de conexões sociais. A exposição realizada na Galeria Ybakatu teve como foco a coleta de lixo e materiais recicláveis na cidade através do trabalho informal dos catadores de papel. Esta publicação reuniu colaborações de artistas de Curitiba e do Rio de Janeiro oriundos de fluxos autônomos de arte como Museu do Poste, Orquestra Organismo, EPA E/OU e Poéticas experimentais da voz, além de textos e reflexões sobre o tema de artistas de outros países.

Brandon Labelle estará conversando com artistas de Curitiba na Galeria Farol Arte e Ação nesta sexta feira, dia 22, às 18h. O encontro integra a ação Living Together, proposta por Labelle que terá como base a sede da Cia Iliadahomero de Teatro, no Alto da XV, residência de Octavio Camargo e Chiris Gomes, com extensões na Galeria Farol Arte e Ação em parceria com a Galeria Ybakatu, e na Casa do Morro do Canal, em Piraquara por iniciativa de Cleverson Oliveira.

* Com entrada franca a iniciativa se articula no repertório 2016 do Ecossistema Bicicletaria Cultural / Farol Arte e Ação / Mago Jardineiro / CicloIguaçu *** - maiores informações no local.

 

Proposta ao Prefeito I: Transporte e Reciclagem

Curitiba, 2003

http://www.brandonlabelle.net/proposal_one.html

O projeto tem como base dois aspectos da cidade de Curitiba , Brasil, que contribuem para a infraestrutura da cidade bem como refletem uma fantasia (imaginário) de como a cidade deveria ser: os sistemas de transporte e as práticas de reciclagem constituem políticas com duplo propósito ao promover um novo planejamento urbano bem como imagens de Curitiba como uma cidade “progressista”. Colocando estas duas ambições em paralelo, a exposição consiste em dois projetos de instalação: um que propõe um suplemento aos pontos de ônibus existentes na cidade e outro que propõe uma instalação pública permanente utilizando som e material bruto. Os projetos adotam o transporte e a reciclagem como posição para analisar a cidade propondo ao prefeito projetos de cidade que pensem espaços sonoros no ambiente urbano.

 

Counterparts (Manual for the construction of a cart as a device to elaborate social connection)

Curitiba, 2006

A proposta ganhou forma em relação ao programa de reciclagem urbana de Curitiba e especificamente em relação aos coletores “não-oficiais” de lixo que vivem em comunidades da periferia em função de uma economia informal. Ao pesquisar estas comunidades e a cultura do lixo e da reciclagem, o trabalho funcionou como um ato de duplicação. Isso envolveu a construção de um carrinho similar ao que é usado pelos coletores “não-oficiais”(catadores) e a circulação pela cidade para coletar madeira descartada.

O carrinho foi construido em colaboração com um artesão local e teve como objetivo intervir nesse circuito de coleta de lixo que vem a normalizar o trabalho barato - e em parte forçado – de uma comunidade empobrecida. O carrinho funcionou literalmente como veículo para criar interações e depois foi exibido em uma galeria local junto com outros trabalhos e artefatos tais como uma mesa que foi construída com a madeira coletada e utilizada para refeições servidas durante a exposição. 


Projeto realizado em colaboração com Glerm Soares, Ken Ehrlich & Octavio Camargo.

Exposição Galeria Ybakatu, Curitiba, Brazil

 

Proposta ao Prefeito II

Curitiba, 2009

Um objeto sonoro móvel é construído para a apresentação de uma “Exposição de Frequência”: uma coleção de trabalhos experimentais em áudio de diversos artistas e compositores desde os anos 50 até o presente. O objeto funciona como um museu móvel de arte sonora circulando pela cidade de Curitiba. Construído em madeira e  incluindo auto falantes e um sistema de playback, o museu funciona como uma coleção móvel situando sonoridades no espaço urbano, abrindo a cidade para os sentidos do som/para o significado das sonoridades.

A exposição móvel é proposta como um uma adição permanente à rede de museus na cidade de Curitiba.

Exibida na Galeria Ybakatu.

 

Links relacionados

 http://www.errantbodies.org/press.html

http://www.errantbodies.org/ebpublications.html

http://www.brandonlabelle.net/proposal_one.html

http://www.brandonlabelle.net/proposal_two.html

http://www.gilsoncamargo.com.br/blog/pe-com-cabeca-octavio-camargo-curitiba-1995/

http://www.brandonlabelle.net/proposal_one.html

http://www.brandonlabelle.net/proposal_two.html

 

http://www.errantbodies.org/stsupplement.3.html

Manual for the construction of a cart as a device to elaborate social connection

Edited by Octávio Camargo & Brandon LaBelle.

Surface Tension Supplement No. 3

72 pages (english/portuguese)

ISBN: 978-0-9772594-7-2

With contributions by Ricardo Basbaum, Alex Cabral, Octávio Camargo, Ken Ehrlich, Jennifer Gabrys, Brandon LaBelle, Margit Leisner, Josina Melo, Rubens Pileggi, and Ines Schaber.

 

Biografia do artista (inglês)

Brandon LaBelle is an artist, writer and theorist working with questions of social life and cultural agency, using sound, performance, text and sited constructions. He develops and presents artistic projects and performances within a range of international contexts, often working in public. This leads to interventions and performative installations, archival work, and micro-actions aimed at the sphere of the (un)common and the unlikely. He is also an active lecturer working with institutions around the world addressing questions of auditory culture, sonic and spatial arts, experimental media practices and the voice. Current research projects focus on voicing and choreographies of the mouth, sonic materiality and auditory knowledge, and the aesthetics and politics of invisibility.

 His work has been presented at the South London Gallery (2016), Tel Aviv University Art Gallery (2015), Marrakech Biennial (parallel project), 2014, General Public, Berlin (2013), The Whitney Museum, NY (2012), Image Music Text, London (2011), Sonic Acts, Amsterdam (2010), A/V Festival, Newcastle (2008, 2010), Tramway, Glasgow (2010), Museums Quartier/Tonspur, Vienna (2009), 7th Bienal do Mercosul, Porto Allegro (2009), Center for Cultural Decontamination, Belgrade (2009), Casa Vecina, Mexico City (2008), Fear of the Known, Cape Town (2008), Netherlands Media Art Institute, Amsterdam (2003, 2007), Ybakatu Gallery, Curitiba, Brazil (2003, 2006, 2009), Singuhr Gallery, Berlin (2004), and ICC, Tokyo (2000).

 Also a prolific writer, he is the author of Lexicon of the Mouth: Poetics and Politics of Voice and the Oral Imaginary (2014), Diary of an Imaginary Egyptian (2012), Acoustic Territories: Sound Culture and Everyday Life (2010), and Background Noise: Perspectives on Sound Art (2015; 2006). Through his work with Errant Bodies Press he has co-edited the anthologies Site of Sound: Of Architecture and the Ear Volumes 1 & 2 (1999, 2011), Writing Aloud: The Sonics of Language (2001), Surface Tension: Problematics of Site (2003) and Radio Territories (2007), along with a series of monographs (Critical Ear series) on sound and media artists.

He has various audio releases on international experimental music labels, and regularly produces works for radio, notably for Kunstradio in Vienna (1999, 2001, 2007, 2009) and Deutschland Radio (2009). He received a Masters degree from Cal Arts, Los Angeles in 1998, and completed his PhD at the London Consortium in 2005. Following his doctoral work he undertook post-doctoral research at the University of Copenhagen from 2006 to 2009, in Modern Culture and Sound Studies. In 2008-09 he worked as Guest Professor at the Copenhagen Art Academy and at the Free University in Berlin, holding seminars on acoustic territories, spatial practice and the male voice. He lives in Berlin and is Professor at the Bergen Academy of Art and Design, Norway.

Quarta, 30 Dezembro 2015 00:00

Amanhã será Um Lindo Dia

 
Simara Ramos

Sem Título - Desenho / Ecoline sobre papel 20 x 21 cm - 2007
Acervo de Rafaela Tasca

A Farol Arte e Ação chega ao final de 2015 com o coração acelerado e quase dois anos de fôlego. As suas principais frentes de atividade; o espaço físico Galeria Farol Arte e Ação e o evento LeilãoShow, vieram a realizar nos últimos 8 meses 45 aquisições de obras de arte abrangendo a participação direta de 40 artistas e cerca de 11 pessoas envolvidas na produção e montagem dos eventos e exposições. Este ano a Farol apostou no trabalho de assessoria de imprensa como forma de ampliar o público do LeilãoShow e assim elevar o valor final das aquisições. Alugamos o Teatro Ítala Nandi - Guairacá Cultural, na antiga Rua do Fogo e contamos também com a contribuição de Malu Meyer e Paulo Peruzzo, produtores experientes e amigos da arte que abrilhantaram os leilões re­­­alizados trazendo consigo um público interessado em conhecer os artistas, apreciar e valorizar a qualidade da produção local. O trabalho de divulgação, realizado com a Lide Multimídia tendo à frente Moema Zucherelli, foi um importante aprendizado. O desafio de se fazer presente nos veículos de comunicação apresentando cuidadosamente os artistas envolvidos e os conteúdos gerados pelos agenciamentos que a Farol promove. Abrimos o calendário em março com a exposição do Rimon Guimarães e a celebração de 01 ano de aniversário da Farol com a participação da querida atriz e performer Denise Milfont, que veio do Rio de Janeiro especialmente apresentar o brilhante texto AMOR, de André Santana acompanhado pelas intervenções sonoras do guitarrista Allan Bastos. A performance Manacá da Serra, de Rimon e Mariana Barros e a costura musical de Lisa Simpson // Agente Costura marcou - durante três dias, o encerramento da exposição de Rimon Guimarães. Em agosto a Farol recebeu a instalação Túnel de Transições - Arco Vivo, do artista Juan Parada, obra concebida especificamente para o espaço da galeria. A galeria abriu a exposição com texto crítico de Daniela Vicentini. Um presente para a Farol, para a Bicicletaria Cultural e para a Cicloiguaçu. Ao olharmos para o início da linha do tempo do cicloativismo em nossa cidade, na virada do milênio, vamos encontrar o Juan já em ação. E junto com ele realizamos linda empreitada. Nesse período a Farol foi até a Prefeitura de Curitiba à convite para participar da agenda da consultora Tia Kansara, vinda da Inglaterra. Pudemos ouvir sobre o conceito de cidades inteligentes e falar do que temos feito no ecossistema da Bicicletaria Cultural/ Farol / Cicloiguaçu para um público alerta.
Em outubro a Farol participou no Circuito de Galerias da Bienal Internacional de Curitiba. Com curadoria de Keila Kern realizamos a Exposição Total em uma ação simultânea com a galeria Zilda Fraletti. A Exposição Total contou ainda com a participação de Antônio Arney, artista que celebra 90 anos de vida em plena produção. É uma honra para a Farol conviver com este artista e poder apreciar o trabalho de uma vida lado a lado com nomes como Lívia Piantavini, Cristina Jardanovski e Samuel Dickow. Recebemos o mineiroslavo carioca Alex Hamburger que falou para um público de alunos e professores sobre ARTE ANTIARTE E ANARTE e ofertamos a oficina da Ana Bellenzier; práticas que abrem o campo da produção de pensamento e inventividade crítica que a Farol incentiva. Para fechar este ano de intensidades com chave de ouro, recebemos a mostra da Gráfica e Editora Kadê, dos artistas Jarbas Lopes e Katerina Dimitrova. Katerina é artista búlgara que é responsável pelo design gráfico de livros dos escritores e artistas que são publicados pela Kadê. Esta mostra permanece na Farol por tempo indeterminado. Ela abriu com o inesquecível Almoço na Ripa de André Mendes, que re-afirma o pulso experimental da galeria com eventos que tem a potência de ganhar novos sentidos e mobilidades à partir daqui. Em novembro participamos da Feira da Baronesa, importante iniciativa na cidade que fomenta, com humor e irreverência, o campo da arte impressa. Na ocasião, o poeta e astrólogo João Acuio apresentou o inquieto Tarot Furtado e o artista carioca Jarbas Lopes esteve conosco para o lançamento da inédita Fototransnovela de Fernando Codeço, publicada pela Gráfica e Editora Kadê.
Chegar até aqui foi possível com um bocado de ousadia e convicção somadas à bagagem pessoal na realização de iniciativas artísticas que são pautadas por um conjunto de energias constituídas em um determinado contexto. O desafio agora é dar continuidade às atividades consolidadas e a outras encaminhadas para o ciclo 2016-2017. O sentimento é de gratidão por cada pessoa envolvida até aqui e um frio na barriga de ter realizado a travessia de mais um ano. Àqueles que adquiriram as obras de arte em negociação na Farol, parabenizo e agradeço muito pois esta é a peça chave deste movimento ter acontecido. Para os próximos meses, lembramos (eu e a Farol) que é possível adquirir obras de artistas como Daniela Vicentini, Samuel Dickow, Rimon Guimarães, Lívia Piantavini, Gilson Camargo, Fabio Noronha, Antônio Arney e Jarbas Lopes. Lembrem os amigos, os entusiastas e colecionadores! A aquisição de obras de arte é a única forma de garantir as ações da Farol, ela é uma microempresa individual buscando equilíbrio na medida em que suas atividades se consolidam. A Farol dispõe de obras e publicações de artistas que constam em importantes coleções. É assim que vamos crescendo com arte e força contemporâneas, junto com a Bicicletaria Cultural, nossa grande parceira de todas as horas na pessoa de Fernando Rosembaum, Patrícia Valverde, Don Joey, Claudia e Seu José. Meus agradecimentos especiais para Keila Kern e Vanessa Leiko que doaram parte do seu tempo, toda a sua paciência e atenção e muito mais do que caberia nestas palavras para realizar todas as aventuras fora de série, ao Gilson Camargo pelos registros, conversas e o prestígio no blog Olhar Comum. Aos artistas, amigos e incentivadores Eliane Prolik, Rubens Mano, Tony Camargo e Fernando Ribeiro, a gratidão pela vital contribuição. À você que leu, forte abraço de Margit Leisner e som na caixa, é por aqui!
 

Qual a durabilidade de uma cópia fine art? Em quanto tempo "desaparecem" as cores de uma cópia convencional ou de uma impressão em offset? Esta obra/objeto é um teste de observação destes três processos e papéis comumente utilizados na impressão de fotografias. Cidade Cenográfica foi concebida a partir de noções identificadas pelo fotógrafo pensando a ação do tempo sobre a materialidade como sentido de atribuição de valores de uma obra em situação de leilão. A imagem utilizada mostra a Vista do Centro de Curitiba a partir da Praça das Nações, no bairro Alto da XV – Leste. Em primeiro plano pode-se ler "cidade cenográfica" com o fundo vermelho, é um grafite, uma pintura- comentário cravada no local pelo artista Juan Parada. Esta imagem impressa em três formas constituindo a obra emoldurada; integra o ensaio Olhar Comum - Os Limites da Cidade de Curitiba. A publicação de 2006 teve seu início como um desejo de conhecer melhor a cidade, de construir uma imagem mental de sua arquitetura e desenvolver um sentido de orientação dentro dela. 

Gilson Camargo

Cidade Cenográfica, Centro de Curitiba, vista Leste a partir da Praça das Nações - 2015
Fotografia, 3 cópias 30 x 10,5 cm. (cópia fine art em papel algodão, cópia convencional em papel fotográfico e cópia offset em papel Supremo).

 

 

 

 

imagem de capa da publicação

 

Criador do blog Olhar Comum, Gilson Camargo é um fotógrafo com a mirada sempre atenta aos sentidos do registro, produção de memória e na organização de acervos decorrentes desta prática. Outra obra do fotógrafo - A Ciclofaixa de Lazer e a Bicicletada - registro de um protesto dos cicloativistas em Curitiba, foi apresentada no Quarto LeilãoShow da Farol. A imagem diz tudo mas vale lembrar a notícia!

 

Conheça aqui um pouco mais à respeito do projeto Limites da Cidade e navegue através das inúmeras coberturas no Olhar Comum e impecável de Gilson Camargo.

Sexta, 11 Julho 2014 00:00

Do Barro

"Existe ainda na arte uma hierarquia que coloca a idéia acima da prática, mas os materiais com os quais a artista trabalha não apenas tornam possíveis as suas ações como também as determinam."
Irene de Craen, crítica de arte

CO*LAB é uma iniciativa interessada em provocar contextos na esfera da prática artística. O seu assunto principal é a mão na massa, um retorno lógico ao FAZER.

CO*LAB reúne pessoas em torno de materiais.

O seu ambiente é sazonal, voltado para o compartilhamento de saberes e não-saberes da arte. A sua economia é orgânica, biodegradável.

Em primeira temporada na Farol, elege a argila como idéia primordial.

Participam da iniciativa as artistas Juliana Burigo e Janete Anderman, de Curitiba.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Agente Costura, Lisa Simpson

Uma ocupação de espaço, instalação em constante movimento, o som da costura amplificado, a textura do tecido traduzido em melodia. Uma interação entre performer e publico, entre os limites de quem assiste e participa. Lisa Simpson monta seu ateliê ambulante e convida diversos músicos e artistas de Curitiba para uma costura musical, onde o fazer e refazer da roupa desenrola e orienta, pesquisando temas da dança contemporânea no movimento de vestir e despir; de indeterminação na musica regida por uma maquina de costura preparada; e da arte relacional em um projeto extremamente participativo.

 

 

Manaca da Serra

A criação de Rimon Guimarães e Mariana Barros é uma ação espontânea para a manifestação de corpos em catarse mântrica com fluxos em composições de sobreposições de linguagens. Realizada pelos dois artistas junto de Fernando Lobo que não estará presente no dia, mas que também faz parte do todo Manaca da Serra.

 

 

 

 

 

 

 

Domingo, 15 Novembro 2015 00:00

histórico

2016

Pierre Lapalu - Coisas Possíveis

 

2015

 

Mostra da Gráfica e Editora Kadê, projeto dos artistas Jarbas Lopes e Katerina Dimitrova

Guilherme Zarvos, Sergio Torres, Lucila Gadin, Bernardo Ramalho, Astrid Cabral e Marssares, Jarbas Lopes.

 

exposição total* * companhia força e luz ilimitada

alex hamburger

andré mendes

anna belenzier

antonio arney

bernadete amorin

cristina jardanovsky

fabio noronha

henrique jakobi

livia piantavini

samuel dickow

traplev

 

túnel de transições de juan parada

juan parada

 

agente costura // lisa simpson e convidados

lisa simpson

rimon guimarães e mariana barros

 

individual de rimon guimarães

rimon guimarães

 

2014

projeto avançado: pra ontem

Amanda Scheffer

Bruno F. Souza

Juliana de Sávio

Juliana Rodrigues

Marcos Guimarães

Rafaella Pacheco

 

copa

keila kern

 

lançamento e distribuição gratuita e limitada

- recibo70 pedranoventa + recibo bacurau#18

- Bases Temporárias para Instituições Experimentais

traplev

marcos frankowics

 

 o óbvio improvável - pinturas de samuel dickow

 

do barro

juliana burigo

janete anderman

 

o óbvio improvável

gabriele gomes

cleverson salvaro

janete anderman

maikel da maia

josé roberto santos

lívia piantavini

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

Domingo, 08 Novembro 2015 00:00

O projeto Tarot Furtado, de João Acuio

F: João o que é o Tarot Furtado?

J: O Tarot Furtado basicamente é um Tarot de Marselha do século XVIII (um baralho atribuído a François Chosson, 1736), composto por 22 imagens, de onde furtei, de cada uma, uma insígnia de poder. Por exemplo, do arcano 1 ‘O Mago’, foi furtado o chapéu que o identifica como tal, da ‘Imperatriz’ o cetro que concentra sua autoridade, do ‘Papa’ a marca da igreja em sua mão e assim por diante com cada um dos 22 arcanos. E, assim, deste modo, cada imagem é revista e reescrita. Um dos objetivos deste trabalho, é exatamente poder oferecer a oportunidade de olhar mais uma vez pela primeira vez os arcanos do Tarot – estas imagens que atravessam os tempos e compõe a estrutura de jogo dos baralhos que leem a sorte através de imagens. Um Tarot Furtado para lhe devolver o olhar.

 

João R. Acuio é idealizador da página Saturnália – Astrologia & Cidade onde faz questão de resgatar a função poética das artes oraculares. Acredita que em algum ponto as forças do destino e da criatividade convergem e é aí que está a magia. O Tarot Furtado é numerado à mão e tem edição limitada. Segundo o João, este baralho tem o poder de devolver o que lhe foi furtado.

O projeto Tarot Furtado será apresentado pela Farol Arte e Ação na 3 Edição da Feria da Baronesa que acontece em Curitiba nos dias 22 e 23 de novembro, na Casa Heitor Stocler, SESI,PR.

 

 

                                          

                                                        “Poemópticos”

 

Dos meios de expressão, a Poesia tem sido na atualidade a menos exigida em termos de experimentação, uma vez que os trabalhos chamados ‘novos’ raramente vão além das convenções estabelecidas no século dezenove.

A literatura que passa diante de nossos olhos é invariavelmente tão familiar em linguagem e estrutura, tão próxima dos best-sellers de uma burguesia acomodada, que claramente pode-se fazer uma constatação: quase nenhuma forma literária hoje parece ter necessidade real de uma discussão estética, impedindo o seu frescor e a sua renovação.

O objetivo principal dessa comunicação é o de atentarmos para estes fatos, no sentido de uma eventual ampliação do nosso senso inventivo, tendo sempre em mente sua distância do que temos visto e lido, ou pelo menos procurar jogar uma luz sobre questões cruciais de há muito soterradas. Como as diversas alternativas estilísticas presentes podem sugerir, existe um leque bastante amplo de variações para a experimentação, e o texto linear não é necessariamente um pré-requisito.

Nesse sentido - o da diversidade e troca dentro de um quadro amplo, que agora passamos eventualmente a reconhecer, a poesia multimodal distingue-se da poesia versográfica pura e simples, aquela que enfatiza o estático, o ato geralmente formalizado. Enquanto a primeira tende na direção da totalidade, expandindo o que de mais rico foi realizado no campo, atualizando-o e rediscutindo-o, a poesia de versos dá sinais de esgotamento; enquanto a polipoesia tende para o amplo e abrangente a poesia retórica é estanque; enquanto uma se move a outra apenas se repete.

Se o que é novo em arte contemporânea costuma lidar quase sempre de maneira inventiva com os diversos recursos disponíveis em cada mídia, o mesmo deveria ocorrer no caso da Poesia, isto é, a experimentação com os potenciais da linguagem, o alcance da página impressa e retangular e até mesmo o processo rítmico de virar a página; e a liberdade, em qualquer modalidade artística, significa a oportunidade intransigente em utilizar-se dessas possibilidades sem restrição – sem deferência para ser mais preciso.

Muito da nova poesia evita a linha e o tipo horizontal – a convenção da literatura desde Gutemberg – para enveredar por outras formas de explorar e habitar a arena disponível de uma página ou espaço físico dado, uma vez que continuidade ao invés de categorização é a principal marca de uma nova mentalidade.

Uma vez que o arcaico e desnecessário critério restritivo for abandonado, tornar-se-á claro, de imediato, que muitas alternativas são possíveis, o que significa que os componentes da experimentação ainda podem ser estendidos a inumeráveis formas até o momento não muito detectadas.

 

Alex Hamburger

Outubro, 2015

 

 

Hommage a Gil J Wolman, Alex Hamburger 2014

 

 

 

A 3a. edição Feira da Baronesa acontecerá nos dias 21 e 22 de novembro de 2015, no Centro Cultural SESI Casa Heitor Stockler de França, em Curitiba (PR) e integrará a programação do Festival SESI Casa Heitor. A Farol Arte e Ação estará lá apresentando Poemópticos de Alex Hamburger, os livros da Gráfica Editora Kadê, projeto dos artistas Jarbas Lopes e Katerina DimitrovaQuer mais? Tem! ;)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sexta, 23 Outubro 2015 00:00

Almoço na Ripa, de André Mendes

F: - Diz aí André, o que é o almoço na ripa?

A: - O almoço na ripa é um experimento onde todos participam e desfrutam de todos os sentidos. Haverá comida, bebida, música e pessoas. A "ripa" é o fio condutor disso tudo, ela serve de mesa, apoio e motivo para convidar mais alguém. A ripa é uma mesa única pode crescer ã medida que as pessoas chegam. Ela pode romper as barreiras da galeria e da bicicletaria e ir aos poucos traçando um caminho. Pode atravessar a rua e se muitos vierem podemos viajar com a ripa itinerando de forma linear.

 

 

 

 

 

O Almoço na ripa aconteceu na tarde de sábado, 24 de outubro junto com o lançamento da mostra da Gráfica Editora Kadê, de Maricá, Rio de Janeiro.